lista de verbetes

Paisagem - Tim Ingold

Desenvolvida por Tim Ingold (1948) ao longo de sua obra, a partir da leitura de etnografias variadas, e de trabalhos de ciências humanas, naturais e da filosofia - em particular dos trabalhos de Jakob von Uexküll (1864-1944), Martin Heidegger (1889-1976), James Gibson (1904-1979) e de Maurice...

Paisagem - Tim Ingold

Desenvolvida por Tim Ingold (1948) ao longo de sua obra, a partir da leitura de etnografias variadas, e de trabalhos de ciências humanas, naturais e da filosofia - em particular dos trabalhos de Jakob von Uexküll (1864-1944), Martin Heidegger (1889-1976), James Gibson (1904-1979) e de Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) -, a noção de paisagem ( landscape ) é pensada a partir de inúmeros processos que se verificam na passagem do tempo, na forma de registros duradouros de vidas e da atividade de gerações de seres, incluídos aí seres humanos, animais e plantas, assim como ciclos geológicos e atmosféricos. Paisagens estão intimamente relacionadas à temporalidade; são histórias e nos oferecem modos de contar histórias mais profundas sobre o mundo. Mas “temporalidade” não se confunde com “cronologia”, sucessão regular de...

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p
autoria

André S. Bailão

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Reino Unido, espaço, temporalidade
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Museu Paulista

Sediado em um edifício que foi erguido às margens do Ipiranga para celebrar a independência do Brasil, o Museu Paulista (MP) , popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, é o primeiro museu público fundado no estado de São Paulo e o maior monumento erguido em São Paulo durante o Império...

Museu Paulista

Sediado em um edifício que foi erguido às margens do Ipiranga para celebrar a independência do Brasil, o Museu Paulista (MP) , popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, é o primeiro museu público fundado no estado de São Paulo e o maior monumento erguido em São Paulo durante o Império. Construído pelo engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844-1915), o Monumento do Ipiranga foi inaugurado em 1893, já durante a República. Dois anos depois, o museu seria instalado no interior do edifício-monumento. Seu acervo inicial foi composto pela tela Independência ou Morte (1888), de Pedro Américo (1843-1905), e por uma antiga coleção particular, o chamado Museu Sertório. As autoridades republicanas decidem, entretanto, dedicá-lo principalmente à aquisição de coleções de história natural da América do Sul, não por acaso o médico e...

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M
autoria

Adriana de Oliveira Silva e Thaís Chang Waldman

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Brasil, patrimônio
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Naven

Publicada originalmente em 1936, Naven: um esboço dos problemas sugeridos por um retrato compósito, realizado a partir de três perspectivas da cultura de uma tribo da Nova Guiné é uma obra baseada no trabalho de campo que Gregory Bateson (1904-1980) realizou entre os Iatmul (povo das terras baixas...

Naven

Publicada originalmente em 1936, Naven: um esboço dos problemas sugeridos por um retrato compósito, realizado a partir de três perspectivas da cultura de uma tribo da Nova Guiné é uma obra baseada no trabalho de campo que Gregory Bateson (1904-1980) realizou entre os Iatmul (povo das terras baixas do rio Sepik, Nova Guiné), ao longo de 1929 e 1932. Uma das principais contribuições da obra é fazer do comportamento ritual o centro da investigação antropológica. A monografia focaliza as atitudes observadas durante o ritual nativo naven , analisando-as a partir de diferentes pontos de vista científicos, parciais mas complementares entre si. A cerimônia que dá título ao livro ocorre para comemorar realizações culturalmente valorizadas de um jovem iatmul. Sua principal figura é o tio materno ( wau ) que, em clima de bufonaria, “traveste-...

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N
autoria

Eduardo Santos Gonçalves Monteiro e Rodrigo Rossi Mora Brusco

palavras chave
Reino Unido, Melanésia, ritual, grupo social
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Jean Rouch

Jean Rouch (1917-2004), matemático e engenheiro de formação, atuou entre a antropologia e o cinema, campos, para ele, inseparáveis. Sua obra e pensamento encontram repercussão nos dois domínios, sendo que sua extensa produção de filmes etnográficos - mais de 120 filmes, a maioria produzida na...

Jean Rouch

Jean Rouch (1917-2004), matemático e engenheiro de formação, atuou entre a antropologia e o cinema, campos, para ele, inseparáveis. Sua obra e pensamento encontram repercussão nos dois domínios, sendo que sua extensa produção de filmes etnográficos - mais de 120 filmes, a maioria produzida na África ocidental - se sobrepõe, do ponto de vista dos rebatimentos posteriores, aos seus escritos. Seu primeiro contato com a África data de 1941, quando esteve no Níger como engenheiro, interessando-se pela etnografia e pelo uso da imagem. De volta à França inicia um doutorado em antropologia sob a orientação de Marcel Griaule (1898-1956), que culmina com as teses “Contribution à l’histoire des Songhay” (tese complementar, 1953) e “La religion et la magie Songhay”, (tese principal, 1960). Ligado ao CNRS ( Centre...

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R
autoria

Ana Carolina Estrela da Costa

palavras chave
França, África, antropologia visual, antropologia compartilhada
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Sociedade contra o Estado - Pierre Clastres

A noção de sociedade contra o Estado é desenvolvida pelo filósofo e etnólogo francês Pierre Clastres (1934-1977) nos escritos reunidos em A sociedade contra o Estado , 1974 e Arqueologia da violência (1980). Por meio dela, o autor refuta a ideia de que a evolução das sociedades deve ser medida pela...

Sociedade contra o Estado - Pierre Clastres

A noção de sociedade contra o Estado é desenvolvida pelo filósofo e etnólogo francês Pierre Clastres (1934-1977) nos escritos reunidos em A sociedade contra o Estado , 1974 e Arqueologia da violência (1980). Por meio dela, o autor refuta a ideia de que a evolução das sociedades deve ser medida pela presença ou ausência do Estado ou por um maior, ou menor grau, de centralização de poder, dirigindo duras críticas ao grande divisor entre sociedades com e sem poder, corroborado por diferentes modelos de análise política como, por exemplo, os de Meyer Fortes (1906-1983) e Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973) na obra African Political Systems (1940). A Antropologia Política praticada até então, segundo P. Clastres, analisava as sociedades ditas arcaicas sob a ótica da filosofia política euro-americana, pensando o poder político em termos de...

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s
autoria

Aline Aranha e Gabriela Freire

palavras chave
América indígena, economia, grande divisor, grupo social, guerra, história, política
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Marcel Mauss

Marcel Mauss nasceu em Épinal (França), a 10 de maio de 1872, onde concluiu seus primeiros estudos. Sob orientação de Émile Durkheim (1858-1917), seu tio, segue para a Universidade de Bordeaux (1887), licenciando-se em filosofia e trabalhando como professor de 1895 a 1900. Durante esse período, fez...

Marcel Mauss

Marcel Mauss nasceu em Épinal (França), a 10 de maio de 1872, onde concluiu seus primeiros estudos. Sob orientação de Émile Durkheim (1858-1917), seu tio, segue para a Universidade de Bordeaux (1887), licenciando-se em filosofia e trabalhando como professor de 1895 a 1900. Durante esse período, fez estágios em universidades da Holanda e Inglaterra, dedicando-se ao estudo da história das religiões e do pensamento hindu. Na École Pratique des Hautes Études , de Paris, assumiria o lugar de León Marillier na cátedra de “história das religiões dos povos não-civilizados”, como docente e diretor de pesquisas (1902). O pensamento enciclopédico, erudito e moderno já estaria presente em sua aula inaugural, O ofício do etnólogo, método sociológico (1902), na qual defende um método eminentemente sociológico para a análise dos fenômenos...

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M
autoria

Fabiana de Andrade, Jorge Gonçalves de Oliveira Júnior e Michelle Cirne

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França
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Moeda - Marcel Mauss

O termo moeda foi usado pelo antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) de forma menos restrita do que fora empregado antes por Bronislaw Malinowski (1884-1942) e F. Simiand (1873-1935). Para Malinowski, a designação indica não apenas objetos visando a troca, mas aqueles que permitem aferir valor...

Moeda - Marcel Mauss

O termo moeda foi usado pelo antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) de forma menos restrita do que fora empregado antes por Bronislaw Malinowski (1884-1942) e F. Simiand (1873-1935). Para Malinowski, a designação indica não apenas objetos visando a troca, mas aqueles que permitem aferir valor. Para Mauss, por sua vez, o valor econômico só tem lugar com a “moeda propriamente dita”, quando as riquezas são condensadas e os signos de riqueza “impessoalizados”, isto é, separados das pessoas morais, sejam elas coletivas ou individuais. Nos escritos sobre o tema, Mauss propõe estender a noção de moeda - que pode assumir a forma de objetos variados - para além da nossa, a única, segundo ele, a preencher os critérios de uma definição estrita do termo. O cerne de seus argumentos recai sobre algumas teses básicas. Em...

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M
autoria

Camila Galan de Paula

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troca, economia, França
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Ensaio sobre a dádiva

O Ensaio sobre a dádiva (1923-1924), assinado por Marcel Mauss (1872-1950), e publicado originalmente na revista Année Sociologique , é obra central para a teoria antropológica. O texto integra um conjunto de pesquisas empreendidas pelo antropólogo francês sobre as características das formas...

Ensaio sobre a dádiva

O Ensaio sobre a dádiva (1923-1924), assinado por Marcel Mauss (1872-1950), e publicado originalmente na revista Année Sociologique , é obra central para a teoria antropológica. O texto integra um conjunto de pesquisas empreendidas pelo antropólogo francês sobre as características das formas arcaicas do contrato e de diversos sistemas de trocas ditas econômicas. Lançando mão da comparação entre diferentes sistemas de dádivas nas sociedades da Polinésia, Melanésia e noroeste americano, Mauss explicita o princípio comum que regula essas trocas: a obrigação de dar, receber e retribuir. O autor parte das formas arcaicas da troca, mas defende a generalidade da lógica da dádiva – argumento central do Ensaio -, também observável, segundo ele, nas sociedades ocidentais. Nas então denominadas sociedades arcaicas, contratos são firmados...

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e
autoria

Ana Luísa Sertã e Sabrina Almeida

palavras chave
economia, troca, comparação, França
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As técnicas do corpo

Em As técnicas do corpo (1934), comunicação apresentada à Sociedade de Psicologia, o antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) trata de um domínio até então nublado pela noção tradicional de tecnologia , entendida como instrumento envolvido no ato de manipulação. Às técnicas dos instrumentos,...

As técnicas do corpo

Em As técnicas do corpo (1934), comunicação apresentada à Sociedade de Psicologia, o antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) trata de um domínio até então nublado pela noção tradicional de tecnologia , entendida como instrumento envolvido no ato de manipulação. Às técnicas dos instrumentos, Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem, e ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Atribuindo à noção de técnica o que chama de ato tradicional eficaz, Mauss afirma não existir técnica nem transmissão se não houver tradição. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. Ao analista, segundo ele, caberia partir do estudo e descrição detalhada...

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t
autoria

Alice Haibara e Valéria Oliveira Santos

palavras chave
corpo, tecnologia, França
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Stanley Tambiah

Nascido no Ceilão (atual Sri Lanka) de família tâmil, o antropólogo Stanley Jeyaraja Tambiah (1929-2014) iniciou sua trajetória acadêmica nas áreas de sociologia e economia. Fluente em cingalês, inglês e tâmil, graduou-se na Universidade do Ceilão (1951) e obteve o doutorado em sociologia na...

Stanley Tambiah

Nascido no Ceilão (atual Sri Lanka) de família tâmil, o antropólogo Stanley Jeyaraja Tambiah (1929-2014) iniciou sua trajetória acadêmica nas áreas de sociologia e economia. Fluente em cingalês, inglês e tâmil, graduou-se na Universidade do Ceilão (1951) e obteve o doutorado em sociologia na Universidade de Cornell (1954), ambas no Sri Lanka. Foi antropólogo da UNESCO na Tailândia (1960-1963) e integrou os quadros acadêmicos da Universidade de Cambridge como lecturer do King’s College (1963-1972). Em seguida (1973-1976) teve uma breve passagem como docente na Universidade de Chicago, acabando por se fixar permanentemente na Universidade de Harvard (1976-). Ainda que sociólogo de formação, Tambiah manteve contato estreito e permanente com a antropologia, sendo sua tese de doutorado (cujos argumentos vêm a público em artigo de 1957...

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t
autoria

Helena de Morais Manfrinato

palavras chave
ação, magia, performance, Estados Unidos
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Irving Goldman

Irving Goldman nasceu em 2 de setembro de 1911, no Brooklin, em Nova York, filho de Golda e Louis Goldman, imigrantes russos, e faleceu em 7 de abril de 2002, aos 90 anos de idade. Após concluir sua graduação no Brooklin College, em 1933, ingressou na Columbia University, instituição onde foi aluno...

Irving Goldman

Irving Goldman nasceu em 2 de setembro de 1911, no Brooklin, em Nova York, filho de Golda e Louis Goldman, imigrantes russos, e faleceu em 7 de abril de 2002, aos 90 anos de idade. Após concluir sua graduação no Brooklin College, em 1933, ingressou na Columbia University, instituição onde foi aluno de Franz Boas (1858-1942). Seu primeiro trabalho antropológico foi realizado com os índios Modoc, na Califórnia, em 1934. Para seu trabalho final de graduação na Columbia, estudou os Ulkatcho Carrier da Columbia Britânica (entre 1935-36), no noroeste dos Estados Unidos, pesquisa publicada na coletânea Acculturation in Seven American Indians Tribes (1940). Obteve seu Ph.D. em antropologia no ano de 1941, com a tese sobre os Cubeo do rio Cuduiari, na região do Vaupés colombiano, onde esteve entre 1939 e 1940. O trabalho de campo de dez meses...

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g
autoria

Diego Rosa Pedroso

palavras chave
América indígena, cultura, etnografia, Estados Unidos
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Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande

Já em sua primeira publicação em 1937, o livro Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande ganhou lugar de destaque na obra do antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973). Fruto de vinte meses de trabalho de campo, realizado entre 1926 e 1929, junto a este povo do sul do Sudão, a...

Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande

Já em sua primeira publicação em 1937, o livro Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande ganhou lugar de destaque na obra do antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973). Fruto de vinte meses de trabalho de campo, realizado entre 1926 e 1929, junto a este povo do sul do Sudão, a monografia é vasta em contribuições tanto teóricas quanto etnográficas, resultantes de um envolvimento intenso com as ideias azande. A bruxaria, questão central do livro, longe de ser um tema concebido antes da ida a campo, se impôs como objeto de estudo por conta de sua presença constante entre os nativos e pela importância atribuída a ela, notada desde os primeiros contatos do antropólogo com a sociedade. Nos treze capítulos e quatro apêndices que compõem a versão mais sintética do livro, lançada em 1976, Evans-Pritchard descreve a crença...

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B
autoria

Diogo Barbosa Maciel e Renata Harumi Cortez

palavras chave
religião, lógica, magia, feitiçaria, etnografia, África, Reino Unido
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A Invenção do Cotidiano

O livro A Invenção do Cotidiano (1980) do historiador e antropólogo francês Michel de Certeau (1924-1986) desdobra-se em dois tomos: Artes de fazer (volume 1) e Habitar, cozinhar (volume 2) , este escrito com Luce Giard, historiadora das ciências e da religião, e Pierre Mayol, aluno de Certeau. A...

A Invenção do Cotidiano

O livro A Invenção do Cotidiano (1980) do historiador e antropólogo francês Michel de Certeau (1924-1986) desdobra-se em dois tomos: Artes de fazer (volume 1) e Habitar, cozinhar (volume 2) , este escrito com Luce Giard, historiadora das ciências e da religião, e Pierre Mayol, aluno de Certeau. A obra é fruto de um trabalho coletivo realizado entre 1974 e 1977, a partir de uma encomenda do Ministério da Cultura francês interessado em questões de cultura e de sociedade, e sobre as quais Certeau trabalhara em obras precedentes, por exemplo em La culture au pluriel (1974). À proposição feita, Certeau e equipe respondem pela análise das práticas culturais cotidianas, tema a partir do qual desenvolvem uma abordagem do consumo cultural, pensado como dimensão criadora e inventiva. No primeiro e mais difundido volume da obra, em função de...

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I
autoria

Bruno Ribeiro da Silva Pereira e Mariana Luiza Fiocco Machini

palavras chave
cultura, política, espaço, linguística, ação, linguagem
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Manifesto ciborgue

O Manifesto ciborgue -­ ciência, tecnologia e feminismo­ socialista no final do século XX (1985) é um ensaio escrito pela bióloga e filósofa norte-americana Donna J. Haraway (1944). Com título que alude ao Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels, o Manifesto Ciborgue...

Manifesto ciborgue

O Manifesto ciborgue -­ ciência, tecnologia e feminismo­ socialista no final do século XX (1985) é um ensaio escrito pela bióloga e filósofa norte-americana Donna J. Haraway (1944). Com título que alude ao Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels, o Manifesto Ciborgue integra um conjunto de posicionamentos públicos do feminismo socialista estadunidense acerca dos rumos dos movimentos sociais de esquerda desse país na década de 1980. Trata-se de uma obra central para a compreensão da crítica feminista da ciência proposta pela autora, que reverbera em suas obras posteriores, entre as quais Primate Visions: gender, race, and nature in the world of modern science (1990) ; Simians, Cyborgs and Women: The Reinvention of Nature (1991) ; The Companion Species Manifesto: Dogs, People, and Significant Otherness (2003) e...

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M
autoria

Arthur Fontgaland e Renata Cortez

palavras chave
corpo, feminismo, gênero, raça, grande divisor, identidade, sexualidade, tecnologia, Estados Unidos
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Linguagem e Ritual - Pierre Bourdieu

As considerações do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002) sobre as relações entre linguagem e ritual, presentes no conjunto de artigos que compõem a obra A economia das trocas linguísticas. O que falar quer dizer (1982) , derivam inicialmente de uma crítica às ideias do filósofo e linguista...

Linguagem e Ritual - Pierre Bourdieu

As considerações do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002) sobre as relações entre linguagem e ritual, presentes no conjunto de artigos que compõem a obra A economia das trocas linguísticas. O que falar quer dizer (1982) , derivam inicialmente de uma crítica às ideias do filósofo e linguista britânico J. L. Austin (1911-1960). Segundo Austin, a força ilocutória do discurso, sua capacidade de promover ações, encontra origem nas próprias palavras, entendidas como objetos autônomos, ideias que, em linguística, ficaram conhecidas como a “teoria dos atos da fala”. Para Bourdieu, haveria um equívoco nas formulações dos linguistas cuja origem epistemológica remonta à divisão que F. Saussure (1857-1913) realizou entre a ciência da língua (linguística interna) e a ciência dos usos sociais da língua (linguística externa)...

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L
autoria

Cibele Barbalho Assênsio e Jorge Gonçalves de Oliveira Júnior

palavras chave
ação, agência, instituição, linguagem, linguística, magia, ritual
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A representação do Eu na vida cotidiana

A Representação do Eu na vida cotidiana (1959) é o primeiro e um dos mais conhecidos livros do sociólogo canadense Erving Goffman (1922-1982). Nele, o autor propõe uma abordagem microssociológica para interpretar a vida social a partir de uma análise das interações face a face, lançando mão de...

A representação do Eu na vida cotidiana

A Representação do Eu na vida cotidiana (1959) é o primeiro e um dos mais conhecidos livros do sociólogo canadense Erving Goffman (1922-1982). Nele, o autor propõe uma abordagem microssociológica para interpretar a vida social a partir de uma análise das interações face a face, lançando mão de vocabulário e perspectiva provenientes do teatro. O livro se ampara no material de sua tese de doutorado, fruto de pesquisa etnográfica junto a uma comunidade agrícola nas Ilhas Shetland, e em uma miríade de outros exemplos extraídos da vida cotidiana. Nos sete capítulos que compõem a obra, o autor observa pequenos detalhes das interações humanas. A vida social é compreendida como um palco em que se encenam papéis sociais diversos, de modo que o indivíduo não é o mesmo em todas as circunstâncias: se ele for um policial e estiver em período de...

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R
autoria

Diogo Barbosa Maciel e Gustavo dos Santos Berbel

palavras chave
ação, corpo, expressão, interação, performance, Estados Unidos
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Ritual - Roy Wagner

O “ritual” é, para Roy Wagner (1938), análogo à “cultura”: ambos constituem um estilo interpretativo, um modo criativo que se utiliza de distinções convencionais para improvisar e produzir a diferença. A diferença entre eles é que o conceito de “cultura” é...

Ritual - Roy Wagner

O “ritual” é, para Roy Wagner (1938), análogo à “cultura”: ambos constituem um estilo interpretativo, um modo criativo que se utiliza de distinções convencionais para improvisar e produzir a diferença. A diferença entre eles é que o conceito de “cultura” é mobilizado para designar fenômenos mais abrangentes, enquanto o “ritual” é parte da “cultura” e constituiu uma modalidade específica de ação criativa que opera dentro dela como um controle. A especificidade do rito reside, em primeiro lugar, no seu caráter não-cotidiano; trata-se de uma ação que metaforiza distinções sociais tidas como dadas durante a vida regular do grupo. A motivação para essa manipulação deliberada das convenções sociais é a necessidade de controlar uma situação ou evento diferenciante que, tomado como uma...

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R
autoria

Augusto Ventura dos Santos e Olavo de Souza Pinto Filho

palavras chave
ação, cultura, mito, ritual, significação, Melanésia, Estados Unidos
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A representação coletiva da morte

A importância do ensaio A representação coletiva da morte (1907) do antropólogo francês Robert Hertz (1881-1915) reside em antecipar debates que tomarão protagonismo na antropologia posterior, por exemplo em obras de Arnold Van Gennep (1873-1957) e Victor Turner (1920-1983) sobre ritos de passagem...

A representação coletiva da morte

A importância do ensaio A representação coletiva da morte (1907) do antropólogo francês Robert Hertz (1881-1915) reside em antecipar debates que tomarão protagonismo na antropologia posterior, por exemplo em obras de Arnold Van Gennep (1873-1957) e Victor Turner (1920-1983) sobre ritos de passagem e liminaridade , avançando discussões sobre a centralidade dos rituais na vida social, sobre a sua função minimizadora de efeitos nocivos diante de mudanças de estados vividas pelas sociedades, e chamando a atenção ainda para importância das etapas intermediárias, ambíguas e indefinidas, presentes em diversos ritos. Hertz realiza um estudo sobre práticas e crenças relativas à morte com foco nas duplas exéquias para mostrar que não se está diante de um fenômeno inteligível apenas em âmbito fisiológico e emocional, portanto individual, mas de um...

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R
autoria

Letizia Patriarca e Luiza Ferreira Lima

palavras chave
representação, corpo, França
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