patrimônio

Gentrificação

O termo gentrificação é a versão aportuguesada de gentrification (de gentry, “pequena nobreza”), conceito criado pela socióloga britânica Ruth Glass (1912-1990) em London: Aspects of Change (1964), para descrever e analisar transformações observadas em diversos bairros operários em Londres. Desde seu surgimento, a palavra tem sido amplamente utilizada em estudos e debates sobre desigualdade e segregação urbana, assim como nos estudos sobre patrimônio, nos mais diferentes domínios: sociologia, antropologia, geografia e arquitetura, além de planejamento e gestão urbana, economia e estudos urbanos em geral.

Em sua definição primeira, o termo refere-se a processos de mudança das paisagens urbanas, aos usos e significados de zonas antigas e/ou populares das cidades que apresentam sinais de degradação física, passando a atrair moradores de rendas mais elevadas. Os “gentrificadores” (gentrifiers) mudam-se gradualmente para tais locais, cativados por algumas de suas características - arquitetura das construções, diversidade dos modos de vida, infraestrutura, oferta de equipamentos culturais e históricos, localização central ou privilegiada, baixo custo em relação a outros bairros -, passando a demandar e consumir outros tipos de estabelecimentos e serviços inéditos. A concentração desses novos moradores tende a provocar a valorização econômica da região, aumentando os preços do mercado imobiliário e o custo de vida locais, e levando à expulsão dos antigos residentes e comerciantes, comumente associados a populações com maior vulnerabilidade e menor possibilidade de mobilidade no território urbano, tais como classes operárias e comunidades de imigrantes. Estes, impossibilitados de acompanhar a alta dos custos, terminam por se transferir para outras áreas da cidade, o que resulta na redução da diversidade social do bairro.

Esses processos de gentrificação têm sido classificados como “culturais” ou “socioculturais”, já que formulados com base em transformações sofridas pelas grandes metrópoles após o declínio do modelo econômico industrial e da ascensão do setor de serviços, verificado a partir dos anos 1970. Tais mudanças reconfigurariam os usos do solo urbano em função de escolhas residenciais, de consumo e de sociabilidade de profissionais de alta renda, geralmente ligados a profissões emergentes de áreas como finanças, tecnologia e comunicações. Uma referência para esta perspectiva é a socióloga francesa Catherine Bidou-Zachariasen, organizadora da coletânea De volta à cidade: dos processos de gentrificação às políticas de “revitalização” dos centros urbanos (2006). Nos anos 1970, tal perspectiva cultural do fenômeno passou a ser contestada por explicações de tipo econômico, centradas nas oportunidades de investimento pelo poder público e pelo setor privado, em regiões tidas como degradadas e com potencial de requalificação. Um autor importante para este enfoque é o geógrafo escocês Neil Smith (1954-2012), que afirma que a chegada de pessoas de alta renda a certas zonas das cidades não é a causa da gentrificação dos bairros, mas a consequência do afluxo do capital para essas regiões. O autor aponta a centralidade do mercado financeiro e sua imbricação com os poderes públicos e interesses privados locais (empresas de construção civil e do mercado imobiliário, investidores, corporações, comércio, imprensa etc.) em um processo calculado de desinvestimento e precarização de determinadas áreas, para posterior reinvestimento de capital com vistas à atração de ocupantes que possibilitariam maior retorno financeiro. Uma das autoras a aliar a perspectiva “sociocultural” à “econômica” é a socióloga estadunidense Sharon Zukin em Loft Living: Culture and Capital in Urban Change (1982). Ao investigar como os antigos galpões e edifícios industriais do bairro nova-iorquino do SoHo foram transformados por artistas, intelectuais e estudantes em lofts residenciais e estúdios, Zukin observa um processo de requalificação dos usos do espaço, acompanhado pela expansão do turismo, do mercado imobiliário, e de intensos investimentos na região, que se tornaria uma das mais valorizadas da cidade.

Mark Ramsay, Londres, Wikimedia Commons

Embora nas últimas décadas o conceito da gentrificação tenha se tornado uma importante ferramenta para os estudos acadêmicos, assim como para os ativismos políticos e para aqueles envolvidos com os debates ligados à ideia de “direito à cidade” - conceito proposto pelo filósofo francês Henri Lefebvre (1901-1991) e retomado nos anos 2000 pelo geógrafo britânico David Harvey (1935) -, seu uso está longe de ser consensual. Além dos dissensos sobre as causas e agentes responsáveis pelos processos de gentrificação, intelectuais e ativistas de diferentes espectros políticos divergem quanto aos seus efeitos, havendo quem denuncie as expulsões e o aumento da desigualdade e da segregação nas cidades, e quem defenda o processo como sendo benéfico por atrair investimentos e promover melhorias em regiões tidas como degradadas. Certos autores apontam, ainda, para o risco de uma excessiva polivalência do termo, o que o converteria em sinônimo de múltiplos processos de transformação urbana e social que, embora possam ocorrer concomitantemente ou produzir consequências similares, são muito diferentes entre si. Como sugere a antropóloga Silvana Rubino no artigo “‘Gentrification’: notas sobre um conceito incômodo” (2003), a utilização indiscriminada do termo pode diluir sua precisão descritiva e explicativa. Outros autores, como o geógrafo grego Thomas Maloutas, em “Contextual Diversity in Gentrification Research” (2012), questionam a universalidade de um termo concebido e consolidado a partir de estudos de cidades da Europa e dos EUA. Tais leituras não rejeitam contribuições como as de Glass e de Smith, mas buscam um uso crítico da noção, chamando a atenção para a necessidade de consideração dos contextos em que as transformações urbanas se efetivam. Adicionalmente, como propõe Maloutas, a observação das etapas dos processos de gentrificação deve ser complementada ou contrastada com a análise das trajetórias, estratégias e mecanismos mobilizados por diferentes agentes locais, tais como poder público, iniciativa privada, moradores, associações civis, movimentos sociais e indivíduos diretamente ou indiretamente envolvidos ou afetados por eles. Além disso, seria preciso considerar a eficácia das práticas desses agentes, seus resultados e consequências ao longo do tempo.

Na antropologia especificamente, o termo é mobilizado por autores como Michael Herzfeld (1947), que discute como a conservação histórica do patrimônio vem sendo usada como ferramenta a serviço dos interesses do neoliberalismo, e Loïc Wacquant (1960), quando lança luz sobre o papel do Estado em processos de “invisibilização” das classes operárias. No Brasil, a antropologia urbana vem explorando os rendimentos e limites da noção em função do exame de diferentes cidades; além dos trabalhos de Silvana Rubino, Rogério Proença Leite se vale do conceito em sua pesquisa sobre as transformações observadas no Recife Antigo. Heitor Frúgoli Jr. e Jessica Sklair discutem os seus limites nas pesquisas que realizaram sobre o bairro da Luz, em São Paulo. Osmundo Pinho investiga a noção em Salvador em estudo sobre a zona do Pelourinho, enquanto Alexandre Corrêa volta-se, com ele, para a compreensão de São Luís do Maranhão. As transformações ocorridas no Rio de Janeiro com a implementação das obras do Porto Maravilha, por sua vez, estão na origem de diversos trabalhos acadêmicos.

Como citar este verbete:
ALCÂNTARA, Maurício Fernandes de. 2018. "Gentrificação". In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia. Disponível em: http://ea.fflch.usp.br/conceito/gentrificação>

autoria

Maurício Fernandes de Alcântara

bibliografia

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ZUKIN, Sharon The Naked City: The Death and Life of Authentic Urban Places, Oxford, Oxford University Press, 2010

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Gentrificação

Museu Paulista

Sediado em um edifício que foi erguido às margens do Ipiranga para celebrar a independência do Brasil, o Museu Paulista (MP), popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, é o primeiro museu público fundado no estado de São Paulo e o maior monumento erguido em São Paulo durante o Império. Construído pelo engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844-1915), o Monumento do Ipiranga foi inaugurado em 1893, já durante a República. Dois anos depois, o museu seria instalado no interior do edifício-monumento.

Monumento do Ipiranga, Luiz Carlos Peixoto, 1893. Wikimedia Commons.

Seu acervo inicial foi composto pela tela Independência ou Morte (1888), de Pedro Américo (1843-1905), e por uma antiga coleção particular, o chamado Museu Sertório. As autoridades republicanas decidem, entretanto, dedicá-lo principalmente à aquisição de coleções de história natural da América do Sul, não por acaso o médico e naturalista alemão Hermann von Ihering (1850-1930) é escolhido como primeiro diretor do MP, permanecendo no cargo entre 1895 e 1916. Embora durante os 21 anos da gestão de von Ihering a instituição tenha desempenhado, sobretudo, a função de museu de história natural, nela também são aceitas doações de pinturas históricas, tais como a obra Fundação de São Vicente (1900), de Benedito Calixto (1853-1927), adquirida pelo governo do estado. Além disso, muitas obras de arte são também adquiridas para que se formasse no MP uma galeria artística, voltada à pintura. Em 1917, Afonso Taunay (1876-1958), atuante membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP), é designado pelo governo paulista para a direção da casa e recebe a missão de transformá-la também em um museu voltado à história do Brasil e, mais especificamente, à história de São Paulo, visando às comemorações do Centenário da Independência.

Engenheiro, proveniente de uma família de artistas e interessado nos estudos históricos, Taunay, ao longo dos 29 anos de sua gestão, organiza a seção histórica do museu de modo a conduzir os visitantes por um percurso expositivo que propõe uma narrativa sobre a emergência da nação brasileira como uma história protagonizada pelos paulistas. Neste percurso, os visitantes são recebidos no saguão de entrada pelas figuras dos bandeirantes Fernão Dias e Raposo Tavares, esculpidos em mármore por Luigi Brizzolara (1868-1937). Esses dois monumentais bandeirantes e as telas alusivas ao início da capitania de São Vicente, concluídas já na década de 1930, constituem o início de um trajeto visual que se prolonga pela escadaria, no qual são aludidos a formação econômica e territorial do Brasil por meio de esculturas de bandeirantes e pinturas dos “ciclos históricos”, e se encerra no primeiro andar, no chamado salão nobre, onde os visitantes se veem diante da cena histórica do grito de D. Pedro I representada em Independência ou Morte. Para aumentar o espaço destinado à exposição dessa narrativa histórica, é criado em 1921 o Museu Republicano em Itu, uma extensão do Museu Paulista no interior do estado. Anos depois, ainda durante a gestão de Taunay, em 1939, é projetado o atual Museu de Zoologia (MZ) da Universidade de São Paulo (USP), para onde é transferida parte do acervo de zoologia.

Taunay é também o responsável pela criação de uma seção de etnografia, antes inexistente no museu. Já em 1946, o historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), ao suceder a Taunay na diretoria da instituição, cria uma seção de etnologia, chefiada pelo etnólogo alemão Herbert Baldus (1899-1970), acentuando assim a atuação do MP como um importante centro de pesquisas e divulgação da antropologia no Brasil. Além de montar exposições sobre as culturas indígenas sul-americanas e conduzir explorações etnográficas por diversas regiões brasileiras, a direção do MP se destaca pela produção e veiculação de um grande número de textos antropológicos escritos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Em 1989, a quase totalidade desse acervo etnológico é transferida para o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

Uma série de desmembramentos marca, portanto, a trajetória do Museu Paulista desde 1905, com a transferência de muitas pinturas do seu acervo – como A Partida da Monção (1897), de Almeida Júnior (1850-1899) – para compor a coleção inicial da Pinacoteca do Estado. Essa trajetória, não foi, entretanto, linear. A tela Fundação de São Paulo, de Oscar Pereira da Silva (1867-1939), comprada para a Pinacoteca, foi transferida para o MP em 1929, ocasião em que A Partida da Monção foi recuperada por Taunay para integrar uma sala, no próprio MP, dedicada às monções, tomadas como o último ciclo bandeirante. A incorporação plena do Museu Paulista à USP ocorre em 1963, durante a gestão de Mário Neme (1912-1973), embora o decreto federal que criou a USP já tivesse estabelecido, em 1934, a incorporação do museu como instituição complementar, para ampliar o escopo da ação e do ensino universitários. Muitos professores da USP irão se suceder na direção do MP; um deles é Ulpiano Bezerra de Meneses (1936), responsável pela formulação do Plano Diretor de 1990, que define a área institucional do museu, após esses desmembramentos, como um museu exclusivamente de história, voltado à problematização da cultura material como documento para a interpretação do passado.

O Museu Paulista possui hoje mais de 125 mil itens, constituídos por iconografia, mobiliário, objetos e documentação textual do século XVII até meados do século XX. Seu acervo tem sido ampliado continuamente, principalmente no que se refere a São Paulo do período de 1850 a 1950. Embora seja um dos museus mais visitados da cidade, ele está fechado para reforma desde 2013, visando seu restauro e a ampliação de sua área para garantir a acessibilidade. A previsão é que seja reaberto apenas em 2022, não à toa durante as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.

Como citar este verbete:
SILVA, Adriana de Oliveira & WALDMAN, Thaís Chang. 2016. "Museu Paulista". In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia. Disponível em: http://ea.fflch.usp.br/instituições/museu-paulista>

autoria

Adriana de Oliveira Silva e Thaís Chang Waldman

bibliografia

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