Esta Enciclopédia de Antropologia é, desde o começo, um instrumento de trabalho. Fruto da parceria entre alunos e professores do Departamento de Antropologia da USP, ela nasceu em sala de aula, alimentada por trocas e debates que tiveram lugar no interior dos cursos regulares de pós-graduação. O projeto se ampliou, transbordando os espaços primeiros, ainda que fiel ao espírito que o constituiu; espírito marcado por experimentações e aprendizados recíprocos, que foram definindo, dia a dia, o perfil e os conteúdos da obra. Assim que o nome de batismo (“Enciclopédia”) não deve dar a ilusão de totalidade ou completude. Ao contrário, trata-se de uma obra em permanente constituição, cujos destinos serão traçados em função das pesquisas e reflexões conjuntas de docentes e discentes. Se ela se afasta da ideia de integralidade que marca o projeto enciclopédico em sua origem, guarda dele o caráter de colaboração coletiva, por isso a decisão de manter a designação.

A Enciclopédia de Antropologia é composta por verbetes, assinados, ordenados alfabeticamente, e que se encontram classificados em autor, obra, conceito, correntes, subcampos e instituições. Deliberadamente sintéticos e apresentados em linguagem acessível, os verbetes visam funcionar como guias de orientação, de modo a permitir, a todo e qualquer interessado, o contato com formulações, obras e autores caros à reflexão antropológica. Ferramenta de trabalho e formação para aqueles que assinam os textos, a E A quer atuar também como instrumento de pesquisa e aprendizado para o leitor, que, além de poder navegar pelos diferentes textos publicados, tem acesso a uma bibliografia de apoio que o permitirá enveredar por novas searas, se assim o desejar.

Nosso objetivo é difundir o conhecimento produzido na universidade, de modo que a circulação dos textos publicados é mais do que bem-vinda, desde que os créditos sejam corretamente fornecidos: título do verbete, nomes do(a)s autore(a)s, data de publicação, endereço do site e indicação do dia em que a consulta foi realizada. 

Conheça a história do projeto. Siga a EA no Bluesky, no Facebook e no Instagram. A EA possui ISSN – 2676-038X (online).

Os verbetes biográficos [autor], sejam eles sobre intelectuais acadêmicos ou não, devem reunir informações como: anos de nascimento e morte; formação escolar e experiências formadoras; inserção profissional-institucional e/ou atuação social e política; traços do percurso em função das pesquisas e estudos realizados; principais produções e contribuições à antropologia. No final do verbete, é desejável que sejam apontadas, de forma sucinta, as repercussões posteriores, releituras e recuperações das ideias do autor ou autora em questão. Tamanho: em torno de 4.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 5.000).

Os verbetes relativos a livros, sejam eles monográficos ou coletâneas, ou mesmo ensaios [obra] devem salientar sua importância e principais contribuições ao campo da antropologia, localizando-os também no interior da produção de seus autores ou autoras. Trata-se de apresentar sua forma e conteúdo, o ano, lugar, contexto e pesquisas que deram origem à publicação, indicar suas principais questões, assim como seus diálogos com outras obras e conceitos. No final do verbete, é desejável que sejam apontadas, de forma sucinta, suas repercussões posteriores no Brasil e alhures. Tamanho: em torno de 4.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 5.000).

Os verbetes dedicados a definições conceituais [conceito] devem apresentá-las no interior de um debate mais amplo, fazendo referência à literatura na qual elas circulam e são apropriadas como tais. Podem se subdividir segundo autorias específicas (por exemplo, “Ritual para Victor Turner", "Ritual para Roy Wagner", etc.), ou mapear um campo de debates em torno de um conceito (por exemplo, "gênero" e "gentrificação"). Os verbetes devem apontar as elaborações, desenvolvimentos e transformações do conceito ao longo das obras dos autores escolhidos. No final, é desejável apontar de forma sucinta suas repercussões posteriores e eventuais críticas que sofreu. Tamanho: em torno de 6.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 7.000).

Os verbetes referidos a linhagens de pensamento, como funcionalismo, estruturalismo, culturalismo etc. [correntes], devem traçar  os contornos gerais e princípios que as constituem, atentos às genealogias, aos marcos temporais e referências, assim como aos autores, autoras e obras que a elas se ligam, de modo que fiquem claras as diferentes vozes, perspectivas e nomes abrigados na corrente em questão. Tamanho: em torno de 8.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 9.000).

Os verbetes voltados para domínios, como antropologia política, antropologia urbana, antropologia da ciência e da tecnologia etc. [subcampos], devem esboçar o percurso histórico do domínio em questão, nomeando seus principais expoentes, instituições e obras, assim como alguns dos temas, problemas centrais que permitiram a consolidação e desenvolvimento da área. Também podem abordar eventualmente, transformações do subcampo face a novos debates e eventuais refutações. Estes verbetes podem se subdividir segundo vertentes regionais, por exemplo: “antropologia política na América Latina”, “antropologia urbana no Brasil” etc. Tamanho: em torno de 8.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 9.000).

​​Os verbetes sobre museus, escolas, associações, sociedades científicas etc.  [instituições] devem fornecer um quadro sintético da história e percurso da instituição em questão, salientando suas principais características, realizações e expoentes, assim como as inspirações que presidiram sua criação e projeto, e ainda os debates e eventuais dissensões que nela tiveram lugar ao longo do tempo. Tamanho: em torno de 4.000 caracteres com espaço, sem a bibliografia (não podendo ultrapassar 5.000).

Os textos se dirigem tanto ao iniciante quanto ao iniciado, buscando clareza e visando um público amplo. Devem conter informações fundamentais e ideias centrais (de autores, obras, conceitos), apresentadas em construções diretas, sem adjetivações, jargões disciplinares, nem avaliações. Não devem incluir citações textuais ou notas.

Não se trata de um resumo nem de uma resenha crítica, mas de um texto-guia, de orientação ao leitor, que poderá se aprofundar no tema com a ajuda dos hiperlinks (que remetem a outros verbetes) e da bibliografia indicada ao final. Os limites do texto variam entre 4 mil e 8 mil caracteres com espaço, a depender da categoria do verbete (ver acima).

Tendo em vista o modelo da EA, que permite visualizações parciais dos textos, o primeiro parágrafo do verbete merece especial atenção: ele deve remeter, de modo sintético, ao centro do argumento (da obra, conceito etc.), referindo-se também à sua importância. O primeiro parágrafo também aparece nas postagens nas redes sociais.

O modelo e formato dos verbetes podem ser conhecidos pela leitura dos que já se encontram publicados, razão pela qual sugerimos que sejam consultados antes da submissão dos textos.

Os verbetes estão classificados de acordo com as seguintes categorias: autor, obra, conceito, correntes, subcampos e instituições (ver acima).

A EA aceita mais de uma versão de um mesmo verbete (por exemplo, mais de um verbete "Ritual para Victor Turner"). Isso é possível desde que a nova versão apresente diferentes leituras, interpretações e pontos de vista sobre o assunto em questão, de modo a enriquecer e ampliar sua compreensão. Ambas as versões ficarão disponíveis no site, lado a lado, com as respectivas datas de publicação.

Padrão de referências bibliográficas

Todos os verbetes devem vir acompanhados de uma bibliografia ao final, contendo as fontes bibliográficas, bem como leituras complementares, de acordo com o seguinte padrão:

a) no caso de livro: autor (SOBRENOME, nome por extenso), título em itálico, cidade, editora, ano (da edição original da obra) - todas as palavras separadas por vírgulas. Quando for necessário indicar uma nova edição da obra, diferente da original, fazer constar a data da primeira edição entre parêntesis, após o título, e a da nova edição no final da referência. Por exemplo: MAUSS, Marcel, Manuel d'ethnographie (1926), Paris, Payot, 1967.

b) No caso de dois autores, separar os nomes por & (por exemplo: AMOROSO, Marta & MENDES, Gilton, Paisagens ameríndias....); no caso de mais de dois, separá-los por vírgulas e & (por exemplo: DAWSEY, John, MÜLLER, Regina, SATIKO, Rose & MONTEIRO, Marianna (orgs), Antropologia e performance....). Entre parêntesis, a tradução brasileira, se houver, indicando sempre o nome do tradutor (neste caso, o nome do tradutor figura entre pontos). Por exemplo: MAUSS, Marcel, La Prière, Paris, Félix Alcan Editor, 1909 (Trad. Bras. Luiz João Gaio e Jacob Ginzburg. São Paulo, Perspectiva, 2001). Quando da indicação da tradução brasileira, não repetir o título da obra.

c) no caso de capítulo de livro, o título deve vir entre aspas. Por exemplo: CLIFFORD, James, “Sobre o surrealismo etnográfico” (1981) In: José Reginaldo Gonçalves (org), A experiência etnográfica. Tradução Patrícia Farias. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1998. No caso de livro editado no exterior, indicar a tradução brasileira entre parêntesis, se houver, como explicado no item anterior, sem repetir o título da obra.

d) no caso de artigo: as regras são as mesmas para capítulo de livro, mas não se utiliza o “In” e, neste caso, são indicadas as páginas. Por exemplo: ARAUJO, Ricardo Benzaquen, “Deuses em miniatura: notas sobre genialidade e melancolia em Gilberto Freyre”, Travessias, n. 1, Rio de Janeiro, UCAM/ FAPERJ, 2000, p. 97-104.

e) Uso de maiúsculas e minúsculas: nos títulos de obras (no corpo do texto e na bibliografia), somente a primeira letra da palavra inicial figura em caixa alta. Por exemplo: A experiência etnográfica ou "Sobre o surrealismo etnográfico".

f) No corpo do verbete, o título da obra deve figurar em português, quando se tratar de obra traduzida. Caso contrário, usa-se o título no original (inglês, francês, espanhol etc). Na bibliografia, por sua vez, o título da obra virá sempre no original, com a referência à tradução brasileira entre parênteses, se houver (ver acima). 

Submissões

Os verbetes devem ser enviados para o e-mail encicloantropo@usp.br, somente em formato Word (.doc ou .docx), para serem avaliadas pela comissão editorial. A E A é uma publicação semestral e as contribuições são recebidas duas vezes ao ano até as seguintes datas:

  • até 31 de março para serem considerados para a publicação na metade do ano.
  • até 31 de agosto para serem considerados para a publicação no início do ano seguinte.

Os textos devem vir acompanhados da indicação de palavras-chave (entre 3 e 5), separadas por vírgula, baseando-se em nosso índice de palavras-chave, que deve ser conferido na respectiva aba, "Palavras-chave", no menu superior. Novos termos podem ser indicados e serão avaliados pela equipe editorial.

Imagens são escolhidas pelos coordenadores, mas podem eventualmente ser sugeridas pelos autores, desde que acompanhadas das devidas autorizações para republicação – no caso de imagens em copyright, isto é, que não estejam em domínio público e nem em licença de reúso com atribuição (Creative Commons). Cabe ressaltar que a decisão final é da equipe editorial.

Uso de ferramentas de inteligência artificial

A Enciclopédia de Antropologia não aceita submissões escritas parcial ou totalmente por meio de ferramentas de inteligência artificial generativas, como ChatGPT e similares, devido à não confiabilidade das informações por elas geradas e das implicações éticas daí decorrentes. Tais ferramentas produzem textos que se assemelham a publicações científicas, enciclopédicas e jornalísticas do ponto de vista da forma, mas não necessariamente do ângulo do conteúdo, já que não oferecem a possibilidade  de checagem de informações (algumas ferramentas chegam mesmo a informar a necessidade da checagem dos conteúdos gerados automaticamente).

Apesar de terem utilidade em revisões ortográficas e estilísticas, traduções informais e auxiliares de estudos, essas ferramentas foram desenvolvidas para emular a linguagem e os padrões textuais disponíveis na internet, mas não para interpretar seus conteúdos. Por isso, devem ser utilizadas com cautela, já que frequentemente geram referências bibliográficas errôneas, fornecem interpretações imprecisas sobre temas acadêmicos, além de produzirem dados inexatos ou falsos, que podem passar despercebidos.

A EA tem um caráter artesanal e seu objetivo é informar (e formar) o público com verbetes autorais, baseados em pesquisas realizadas em publicações acadêmicas, biografias, entrevistas, vídeos, enciclopédias e demais fontes revisadas e aceitas por pares. Ferramentas de inteligência artificial generativa produzem muitos erros sobre as trajetórias e obras de autores, também sobre referências bibliográficas, parte considerável dos conteúdos veiculados nos verbetes. Lembramos que a reprodução indiscriminada dos textos disponibilizados por essas ferramentas configura má conduta acadêmica.

A Comissão Editorial se reserva o direito de desconsiderar submissões ou até mesmo retirar do ar verbetes já publicados, caso suspeite do uso de inteligência artificial.

comissão editorial
Ana Claudia Duarte Rocha Marques (USP)
André S. Bailão (USP / Casa de Oswaldo Cruz)
Anna Catarina Morawska Vianna (UFSCar)
Carolina Parreiras (USP)       
Christiano Key Tambascia (UNICAMP)
Fernanda Arêas Peixoto (USP)
Marta Rosa Amoroso (USP)
Pedro Lopes (USP)
Thais Chang Waldman (USP)
Valéria Mendonça de Macedo (Unifesp)

site, imagens e redes sociais
André S. Bailão

coordenação editorial
Fernanda Arêas Peixoto
André S. Bailão

Prêmio ABAPrêmio ANPOCS

E A
Índice de colaboradores

138
Adriana de Oliveira Silva

Alberto Luiz de Andrade Neto

Alexsander Brandão Carvalho de Sousa

Aline Aranha

Aline Lopes Murillo

Alice Haibara

Allan Wine

Amanda Gonçalves Serafim

Ana Carolina Estrela da Costa

Ana Clara Klink de Melo

Ana Gretel Echazú Böschemeier

Ana Luísa Sertã

Andréa Silva D’Amato

André Guilherme Moreira

André S. Bailão

Arthur Fontgaland

Augusto Ventura dos Santos

Beatriz Perrone-Moisés

Bianca Laurino

Bruna Mayer Costa

Bruno Martins Morais

Bruno Ribeiro da Silva Pereira

Caio de Oliveira Lima Alves

Camila Galan de Paula

Camilo de Mello Vasconcellos

Carolaine Nunes Silva

Carolina Cordeiro Mazzariello

Carolina Parreiras

Cibele Barbalho Assensio

Clayton Guerreiro

Corrado Dalmonego

Diego dos Santos Reis

Diego Rosa Pedroso

Diogo Barbosa Maciel

Diogo Godoy

Dora Savoldi

Edilson Pereira

Eduardo Santos Gonçalves Monteiro

Eduardo Sierra

Erick Nascimento Vidal

Érico de Souza Brito

Fabiana de Andrade

Fábio Ribeiro

Felipe Figueiredo

Fernanda Martinelli

Flávia Freire Dalmaso

Flávio Bassi

Francisco das Águas Borges X. de Gouveia

Francisco Carlos Paletta

Frederico Sabanay

Gabriel Akira Kato

Gabriel Barbosa Teixeira

Gabriel Lino de Almeida

Gabriela de Paula Marcurio

Gabriela Freire

Gabriela Moncau

Giovana Pereira Langoni

Guilherme Fellipin dos Santos

Guilherme Olímpio Fagundes

Guilhermo Aderaldo

Gustavo Dias

Gustavo dos Santos Berbel

Helena de Morais Manfrinato

Hélio Menezes

Henrique Pougy

Iago Porfírio

Isabella Almeida de Abreu Aquino

Jader Jaime Costa do Lago

Jean Carlos Hochsprung Miguel

Jeferson Carvalho da Silva

João Felipe Gonçalves

João Gilberto Belvel Fernandes Júnior

João Pedro Gomes Balanco

João Victor Magalhães de Almeida

Jorge Gonçalves de Oliveira Júnior

Júlia Vilaça Goyatá

Juliana Stefany Silva Bartholomeu

Kayah Nicholas de Souza

Laís Gomes Borges

Larissa Portugal

Leonardo Viana Braga

Letícia Rocha

Letizia Patriarca

Lucas Augusto Borlina

Lucas Bulgarelli Ferreira

Lucas da Costa Maciel

Lucas Ramos da Cunha

Lucas Timoteo de Oliveira

Lúcia Klück Stumpf

Lúcia Mendes Miguez

Luís Felipe Sobral

Lux Ferreira Lima

Marcos Vinicius Malheiros Moraes

Marcus Vinícius Barreto

Maria Carolina Fernandes

Maria Izabel Zanzotti de Oliveira

Maria Luiza Toral

Mariana Boujikian Felippe

Mariana Carolina Mandelli

Mariana Luiza Fiocco Machini

Marinara Allegrine Porphirio

Marisol Marini

Maurício Fernandes de Alcântara

Mayra Osman Vasconcellos

Michel de Paula Soares

Michelle Cirne

Natalia Ribas Guerrero

Nathália Nunes Carneiro

Olavo de Souza Pinto Filho

Osmundo Pinho

Patrícia Villen

Paula Bessa Braz

Paula Lacerda

Pedro Callari Trivino Moisés

Pedro Ravasio Vilela

Pedro Roney Dias Ribeiro

Peter Schröder

Piero Leirner

Rafael Hupsel

Rafael da Silva Noleto

Raphael Piva Favalli Favero

Renan Arnault

Renata Harumi Cortez

Renzo Taddei

Roberta de Queiroz Hesse

Roberta Soares

Rodrigo Iamarino Caravita

Rodrigo Ramassote

Rodrigo Rossi Mora Brusco

Rodrigo Valentim Chiquetto

Rômulo Rossy Leal Carvalho

Sabrina Almeida

Sasha Cruz Alves Pereira

Şeyda Sevde Tunçbilek

Silvana Leodoro

Shisleni de Oliveira-Macedo

Tainá Scartezini

Terra Johari

Thaís Chang Waldman

Thais Viana Barbosa

Thiago Timóteo da Silva

Valentina da Silva Dias Pereira

Valéria Oliveira Santos

Vanessa Cândida Lourenço

Victor Alcantara e Silva

Vitor Sampaio Soares

Yara de Cássia Alves