etnografia

Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas

Escrito por Margaret Mead (1901-1978), Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1935), consolidou a antropóloga como autora de sucesso, abrindo caminho para o seu reconhecimento como pioneira nos estudos de relações de gênero. Fruto de trabalho de campo realizado em Papua-Nova Guiné,...

Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas

Escrito por Margaret Mead (1901-1978), Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1935), consolidou a antropóloga como autora de sucesso, abrindo caminho para o seu reconhecimento como pioneira nos estudos de relações de gênero. Fruto de trabalho de campo realizado em Papua-Nova Guiné, na companhia do antropólogo Reo Fortune (1903-1979), seu marido na ocasião, o estudo se concentra em três povos da região do rio Sepik: os Arapesh, os Mundugumor e os Tchambuli (Chambri). Mead observou as personalidades atribuídas a homens e mulheres em cada uma dessas sociedades, concluindo que características psicológicas femininas e masculinas (os temperamentos) não são inatas, mas padrões culturais aprendidos e ensinados de uma geração a outra, sustentando, com isso, a ideia de que a cultura molda o comportamento, assim como produz a...

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s
autoria

Mariana Boujikian Felippe e Shisleni de Oliveira-Macedo

palavras chave
Melanésia, sexo, gênero, culturalismo, etnografia
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Margaret Mead

Margaret Mead (1901-1978), antropóloga estadunidense, foi um dos expoentes da chamada escola culturalista norte-americana. Nascida na Pensilvânia, estudou psicologia e posteriormente antropologia na Universidade de Columbia (1923), momento em que o departamento era dirigido por Franz Boas (1858-...

Margaret Mead

Margaret Mead (1901-1978), antropóloga estadunidense, foi um dos expoentes da chamada escola culturalista norte-americana. Nascida na Pensilvânia, estudou psicologia e posteriormente antropologia na Universidade de Columbia (1923), momento em que o departamento era dirigido por Franz Boas (1858-1942) e Ruth Benedict (1887-1948), ambos engajados no estabelecimento dos pressupostos teórico-metodológicos da disciplina nos Estados Unidos, na cena político-social da época e no combate ao racismo científico. Mead dedicou seus estudos ao desenvolvimento de teorias sobre as relações entre cultura e personalidade, a socialização de crianças, a sexualidade, aos papéis diferenciais de gênero e às conexões entre cultura coletiva e personalidade individual. Uma de suas muitas contribuições aos estudos antropológicos foi demonstrar a influência do...

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M
autoria

Mariana Boujikian Felippe e Shisleni de Oliveira-Macedo

palavras chave
Melanésia, sexo, gênero, culturalismo, etnografia
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Instituto de Etnologia

O Instituto de Etnologia da Universidade de Paris foi fundado em 1° de agosto de 1925 por Marcel Mauss (1872 -1950), Lucien Lévi-Bruhl (1857-1937) e Paul Rivet (1876 -1958) como o primeiro centro universitário francês no interior de uma...

Instituto de Etnologia

O Instituto de Etnologia da Universidade de Paris foi fundado em 1° de agosto de 1925 por Marcel Mauss (1872 -1950), Lucien Lévi-Bruhl (1857-1937) e Paul Rivet (1876 -1958) como o primeiro centro universitário francês no interior de uma universidade pública voltado exclusivamente ao ensino e à pesquisa etnológica. Na história das ciências sociais francesas, ele correspondeu à mudança institucional e epistemológica ocorrida na antropologia desde a virada do século XIX para o XX em países como a Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, com a legitimação acadêmica da disciplina e a consolidação de métodos modernos de investigação empírica por meio da etnografia profissional de campo. Sua proposta inovadora atraiu pessoas de formações distintas, entre etnólogos, filósofos e...

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I
autoria

Diogo Godoy e Terra Johari

palavras chave
França, etnografia
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O método genealógico na pesquisa antropológica

O artigo “O método genealógico na pesquisa antropológica”, assinado por William H. R. Rivers (1864-1922), como indica o título, dedica-se à apresentação do método genealógico concebido por Rivers com auxílio de Alfred Cort Haddon (1855-1940), durante a expedição ao estreito de Torres...

O método genealógico na pesquisa antropológica

O artigo “O método genealógico na pesquisa antropológica”, assinado por William H. R. Rivers (1864-1922), como indica o título, dedica-se à apresentação do método genealógico concebido por Rivers com auxílio de Alfred Cort Haddon (1855-1940), durante a expedição ao estreito de Torres (1898), cujo objetivo é fornecer uma base científica para a nova disciplina, pela sistematização de instrumental próprio para a análise antropológica. Sua primeira versão, “A genealogical method of collecting social and vital statistics”, é exposta à comunidade científica em 1900; após a experiência etnográfica de Rivers entre os Toda na Índia, o texto é republicado no The Genealogical Method of Anthropology Inquiry (1910).

O método consiste na coleta de genealogias reais de determinado povo com base em perguntas...

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M
autoria

Mariana Carolina Mandelli, Michel de Paula Soares e Raphael Piva Favalli Favero

palavras chave
método genealógico, parentesco, etnografia
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William Halse Rivers

Nascido na cidade de Chatham, região do Kenty, Inglaterra, William Halse Rivers (1864-1922) conclui sua graduação em Medicina, aos 22 anos, obtendo o título de doutor na Universidade de Londres, dois anos depois. Em 1891, trabalha como médico residente no National Hospital for the Paralysed and...

William Halse Rivers

Nascido na cidade de Chatham, região do Kenty, Inglaterra, William Halse Rivers (1864-1922) conclui sua graduação em Medicina, aos 22 anos, obtendo o título de doutor na Universidade de Londres, dois anos depois. Em 1891, trabalha como médico residente no National Hospital for the Paralysed and Epileptic , período em que publica estudos nas áreas de Psicologia e Neurologia. A fim de especializar-se nesses campos, muda-se para a Alemanha, onde irá estudar na Universidade de Jena com o psiquiatra Emil Kraepelin. De volta à Inglaterra, assume o Laboratório de Psicologia na University College London, tornando-se, em 1897, o primeiro professor em Psicologia Fisiológica e Experimental da Universidade de Cambridge. Na primeira década do século XX, Rivers produz uma série de artigos nos campos da antropologia e psicologia experimental. Após...

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R
autoria

Mariana Carolina Mandelli, Michel de Paula Soares e Raphael Piva Favalli Favero

palavras chave
método genealógico, organização social, etnografia, parentesco, Melanésia, Reino Unido
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Estar Vivo

Estar vivo - Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição (2011) é uma coletânea de ensaios do antropólogo britânico Tim Ingold (1948-) escritos e ministrados ao longo da primeira década do século XXI. O volume dá continuidade e atualiza um processo teórico iniciado em Lines: a brief...

Estar Vivo

Estar vivo - Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição (2011) é uma coletânea de ensaios do antropólogo britânico Tim Ingold (1948-) escritos e ministrados ao longo da primeira década do século XXI. O volume dá continuidade e atualiza um processo teórico iniciado em Lines: a brief history (2007), subsidiando formulações posteriores, reunidas em Making: Anthropology, Archeology, Art and Architecture (2013). As ideias do livro, segundo ele, orbitam em torno das três palavras-chave que o intitulam: movimento, conhecimento e descrição. Estas não são meras sequências de operações, mas compostos paralelos de um só processo, o do curso da vida. Uma simples caminhada, ele sugere, mobiliza as três operações ao mesmo tempo, o que requer observação para além dos grandes esquemas filosóficos sobre o “estar no mundo”. Aí...

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e
autoria

Arthur Fontgaland

palavras chave
conhecimento, fenomenologia, etnografia, Reino Unido
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Método - Marcel Mauss

Definir um método de trabalho maussiano é tarefa no mínimo arriscada, já que em seus artigos e ensaios Marcel Mauss (1872-1950) não se preocupou em estabelecer sínteses metodológicas. Suas observações sobre o método encontram-se espalhadas...

Método - Marcel Mauss

Definir um método de trabalho maussiano é tarefa no mínimo arriscada, já que em seus artigos e ensaios Marcel Mauss (1872-1950) não se preocupou em estabelecer sínteses metodológicas. Suas observações sobre o método encontram-se espalhadas em diversas análises: sobre a dádiva, a prece, a magia, os sentimentos, o corpo, a nação, a civilização etc., além de presentes em notas de aula e em comunicações orais. Tal constatação não impede a localização de características marcantes do método maussiano, fundamentalmente: o caráter partilhado do trabalho sociológico e a defesa de que este deveria se basear em fatos sociais concretos.

O primeiro traço do método do antropólogo francês refere-se ao trabalho coletivo como prerrogativa para desenvolver o método comparativo; a única...

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M
autoria

Olavo Souza Filho e Michelle Cirne

palavras chave
França, etnografia, comparação
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Irving Goldman

Irving Goldman nasceu em 2 de setembro de 1911, no Brooklin, em Nova York, filho de Golda e Louis Goldman, imigrantes russos, e faleceu em 7 de abril de 2002, aos 90 anos de idade. Após concluir sua graduação no Brooklin College, em 1933, ingressou na Columbia University, instituição onde foi...

Irving Goldman

Irving Goldman nasceu em 2 de setembro de 1911, no Brooklin, em Nova York, filho de Golda e Louis Goldman, imigrantes russos, e faleceu em 7 de abril de 2002, aos 90 anos de idade. Após concluir sua graduação no Brooklin College, em 1933, ingressou na Columbia University, instituição onde foi aluno de Franz Boas (1858-1942). Seu primeiro trabalho antropológico foi realizado com os índios Modoc, na Califórnia, em 1934. Para seu trabalho final de graduação na Columbia, estudou os Ulkatcho Carrier da Columbia Britânica (entre 1935-36), no noroeste dos Estados Unidos, pesquisa publicada na coletânea Acculturation in Seven American Indians Tribes (1940). Obteve seu Ph.D. em antropologia no ano de 1941, com a tese sobre os Cubeo do rio Cuduiari, na região do Vaupés colombiano, onde esteve entre 1939 e 1940. O trabalho de campo de dez meses...

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g
autoria

Diego Rosa Pedroso

palavras chave
América indígena, cultura, etnografia, Estados Unidos
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Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande

Já em sua primeira publicação em 1937, o livro Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande ganhou lugar de destaque na obra do antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973). Fruto de vinte meses de trabalho de campo...

Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande

Já em sua primeira publicação em 1937, o livro Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande ganhou lugar de destaque na obra do antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973). Fruto de vinte meses de trabalho de campo, realizado entre 1926 e 1929, junto a este povo do sul do Sudão, a monografia é vasta em contribuições tanto teóricas quanto etnográficas, resultantes de um envolvimento intenso com as ideias azande. A bruxaria, questão central do livro, longe de ser um tema concebido antes da ida a campo, se impôs como objeto de estudo por conta de sua presença constante entre os nativos e pela importância atribuída a ela, notada desde os primeiros contatos do antropólogo com a sociedade.

Nos treze capítulos e quatro apêndices que compõem a versão...

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B
autoria

Diogo Barbosa Maciel e Renata Harumi Cortez

palavras chave
religião, lógica, magia, feitiçaria, etnografia, África, Reino Unido
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Nuer Religion

Nuer Religion (1956) faz parte da trilogia escrita pelo antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973) sobre os...

Nuer Religion

Nuer Religion (1956) faz parte da trilogia escrita pelo antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973) sobre os Nuer , povo que vivia, na época do trabalho de campo do autor, entre 1930 e 1936, às margens do rio Nilo, ao sul da então colônia britânica do Sudão. As incursões do antropólogo às terras nuer resultaram nas obras...

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N
autoria

Aline Aranha, Gabriela Freire e Hélio Menezes

palavras chave
estrutura, etnografia, lógica, religião, África, Reino Unido
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