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Jurema

O termo Jurema aparece em obras de ciências sociais e humanas para designar determinadas espécies vegetais do gênero Acácia, a exemplo da Mimosa Tenuiflora . Indica também a bebida psicoativa feita a partir dos componentes desse mesmo vegetal, utilizada em rituais de comunidades indígenas e...

Jurema

O termo Jurema aparece em obras de ciências sociais e humanas para designar determinadas espécies vegetais do gênero Acácia, a exemplo da Mimosa Tenuiflora . Indica também a bebida psicoativa feita a partir dos componentes desse mesmo vegetal, utilizada em rituais de comunidades indígenas e naqueles que integram uma parte das religiões de matriz africana; nomeia, ainda, os próprios rituais cujos participantes ingerem a bebida. No que concerne à cosmovisão da Jurema, uma plêiade de símbolos está presente nos rituais que apresentam modos bastante variados de composição. Em linhas gerais, a bebida, a fumaça expelida dos cachimbos, o maracá e os cânticos são elementos comuns a quase todas as cerimônias realizadas, seja nas comunidades indígenas seja naquelas que constituem as religiões de matriz africana. Entre os indígenas, os ritos...

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J
autoria

Marcos Vinícius Barreto

palavras chave
Jurema, Indígena, Religiões de Matriz Africana, Nordeste
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Acustemologia - Steven Feld

Resultado da junção dos termos “acústica” e “epistemologia”, acustemologia é um conceito criado pelo antropólogo estadunidense Steven Feld (1949-) na década de 1980, que visa compreender como a produção e a escuta do som (que inclui a música) pode ser um instrumento para a...

Acustemologia - Steven Feld

Resultado da junção dos termos “acústica” e “epistemologia”, acustemologia é um conceito criado pelo antropólogo estadunidense Steven Feld (1949-) na década de 1980, que visa compreender como a produção e a escuta do som (que inclui a música) pode ser um instrumento para a produção de conhecimento, de relações entre humanos e não humanos, e desses com o ambiente mais amplo. O conceito visa dar conta da existência de um espaço de interações entre os seres permeado pelo som, que não se limita à dimensão física, mas que se estende aos mundos não-materiais: seres orgânicos e tecnológicos, vivos e não-vivos, o que desafia a oposição entre natureza e cultura. O conceito mostra-se uma forma de entender o mundo não apenas de maneira passiva – pela escuta dos sons emitidos no espaço acústico – , mas com a ajuda...

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a
autoria

Érico de Souza Brito

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acustemologia, som, antropologia sonora, etnomusicologia
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Jean Price-Mars

Jean Price-Mars (1876-1969) foi um antropólogo, professor, diplomata e político haitiano, cujo trabalho antropológico examinou sobretudo a cultura e a religião populares haitianas, suas origens africanas e europeias, e sua relação com o colonialismo e a escravidão. Seus escritos e atuação como...

Jean Price-Mars

Jean Price-Mars (1876-1969) foi um antropólogo, professor, diplomata e político haitiano, cujo trabalho antropológico examinou sobretudo a cultura e a religião populares haitianas, suas origens africanas e europeias, e sua relação com o colonialismo e a escravidão. Seus escritos e atuação como intelectual público foram fundamentais para a constituição da antropologia em seu país; para a transformação da imaginação nacional haitiana; para a Négritude – movimento artístico e literário francófono das décadas de 1930 e 1940, que buscava valorizar e desenvolver as tradições culturais africanas e afrodiaspóricas – e para os pensamentos caribenho e pan-africanista. Jean Price-Mars cresceu em uma família de classe média do norte do Haiti, recebeu uma educação religiosa de seu pai protestante e de sua avó católica (o que influenciaria...

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p
autoria

João Felipe Gonçalves

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Haiti
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Ruy Coelho

Ruy Galvão de Andrada Coelho (1920-1990) foi antropólogo, crítico cultural e professor de sociologia na Universidade de São Paulo, tendo sido o único de sua geração a realizar trabalho de campo fora do Brasil. Entre setembro de 1947 e julho de 1948, sob a orientação de Melville Herskovits (1895-...

Ruy Coelho

Ruy Galvão de Andrada Coelho (1920-1990) foi antropólogo, crítico cultural e professor de sociologia na Universidade de São Paulo, tendo sido o único de sua geração a realizar trabalho de campo fora do Brasil. Entre setembro de 1947 e julho de 1948, sob a orientação de Melville Herskovits (1895-1963), estudou os garífunas (etnônimo pelo qual se designam hoje os caraíbas negros) de Trujillo, Honduras, pesquisa que resultou na tese de doutorado, The Black Caribes of Honduras: a Study in Acculturation (1955). Embora lembrado em função de sua atuação na revista Clima (1941-1944), que lançou nomes importantes da crítica paulista, como Antonio Candido (1918-2017), Gilda de Melo e Souza (1919-2005), Décio de Almeida Prado (1917-2000) e Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), Ruy Coelho é autor de diversos trabalhos antropológicos, concebidos de...

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c
autoria

Rodrigo Ramassote

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USP
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Performance - Victor Turner

O conceito de performance em Victor Turner (1920-1983) resulta da convergência entre as pesquisas antropológicas do autor sobre os rituais - considerados capazes de suspender o fluxo da vida cotidiana e de desestabilizar relações predeterminadas pela estrutura social - e o seu interesse pelo teatro...

Performance - Victor Turner

O conceito de performance em Victor Turner (1920-1983) resulta da convergência entre as pesquisas antropológicas do autor sobre os rituais - considerados capazes de suspender o fluxo da vida cotidiana e de desestabilizar relações predeterminadas pela estrutura social - e o seu interesse pelo teatro como fonte de conceitos e metáforas para entender a vida social. É buscando transpor o modelo de análise dos rituais em sociedades pré-industriais para sociedades em larga escala que Turner se volta para as performances culturais, que reencenam modelos tradicionais de representação e dão lugar a uma criatividade que desestabiliza esses mesmos modelos. As performances têm, segundo ele, caráter “liminóide”: produzem situações que estão fora (ou entre) posições sociais determinadas, o que destaca sua potencialidade transformadora, seu...

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p
autoria

Laís Gomes Borges

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performance, drama social, experiência, processo, ritual
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Lélia Gonzalez

Intelectual e ativista negra, Lélia de Almeida Gonzalez (1935-1994) destaca-se por sua produção e por intensa atuação política contra o racismo e o sexismo. As discussões que propôs sobre questões identitárias e sobre relações de raça e gênero no Brasil repercutem em diversos campos do conhecimento...

Lélia Gonzalez

Intelectual e ativista negra, Lélia de Almeida Gonzalez (1935-1994) destaca-se por sua produção e por intensa atuação política contra o racismo e o sexismo. As discussões que propôs sobre questões identitárias e sobre relações de raça e gênero no Brasil repercutem em diversos campos do conhecimento, encontrando forte eco nos estudos culturais e na antropologia. Filha de uma empregada doméstica de origem indígena e de um homem negro, ferroviário, pertencente a uma extensa família operária, Lélia migra de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro em 1942, onde se forma em história e filosofia, tornando-se professora na rede básica de ensino e no ensino médio, lecionando em escolas públicas e privadas. Realiza mestrado em comunicação social e doutorado em antropologia, tornando-se professora e pesquisadora na Pontifícia Universidade Católica (...

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g
autoria

Juliana Stefany Silva Bartholomeu

palavras chave
questão racial, intelectuais negras, colonialismo, raça e gênero
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Sueli Carneiro

Aparecida Sueli Carneiro nasceu em São Paulo em 1950, uma das três filhas de um casal negro. Ingressa no curso de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) no ano de 1971, e é no ambiente universitário durante a ditadura militar, entre 1971 e 1980, que se aproxima dos movimentos negro e...

Sueli Carneiro

Aparecida Sueli Carneiro nasceu em São Paulo em 1950, uma das três filhas de um casal negro. Ingressa no curso de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) no ano de 1971, e é no ambiente universitário durante a ditadura militar, entre 1971 e 1980, que se aproxima dos movimentos negro e feminista. Além da forte militância, Carneiro é responsável por uma vasta produção voltada para relações raciais e de gênero na sociedade brasileira, que encontra repercussão em diversas áreas do conhecimento, também na antropologia. São mais de 150 artigos publicados em jornais e revistas, assim como 17 em livros, que buscam fazer convergir ativismo e reflexão teórica, por exemplo Mulher negra (1995), Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (2011) e Escritos de uma vida (2018) . A militância política de Sueli Carneiro inicia-se no Centro de Cultura...

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c
autoria

Juliana Stefany Silva Bartholomeu

palavras chave
Feminismo negro, questão racial, raça e gênero, intelectuais negras
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Victor Turner

Victor Whitter Turner (1920-1983) é um antropólogo britânico cujas investigações sobre os ritos em geral e sobre a eficácia dos símbolos nos processos rituais e sociais, em particular, se tornaram referências fundamentais não apenas para a antropologia, mas para as ciências sociais e humanas em...

Victor Turner

Victor Whitter Turner (1920-1983) é um antropólogo britânico cujas investigações sobre os ritos em geral e sobre a eficácia dos símbolos nos processos rituais e sociais, em particular, se tornaram referências fundamentais não apenas para a antropologia, mas para as ciências sociais e humanas em geral. Suas contribuições para a teoria antropológica ligam-se, entre outras, às noções de liminaridade e communitas , assim como às ideia de drama social e performance. Sua trajetória acadêmica esteve marcada de perto pela chamada Escola de Manchester, na qual se destaca o nome de Max Gluckman (1911-1975), seu orientador e influência marcante em parte de sua obra. Nascido em Glasgow, Escócia, Turner graduou-se no University College of London (1949), onde foi premiado com a bolsa de estudos Robert Thompson. Iniciou o bacharelado em literatura...

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t
autoria

Laís Gomes Borges

palavras chave
Victor Turner, rito, símbolo, performance
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Perspectivismo Ameríndio

O perspectivismo ameríndio diz respeito à síntese conceitual operada por Eduardo Viveiros de Castro (1951-) e Tânia Stolze Lima para tratar de uma importante matriz filosófica amazônica no que se refere à natureza relacional dos seres e da composição do mundo. O conceito sintetiza uma série de...

Perspectivismo Ameríndio

O perspectivismo ameríndio diz respeito à síntese conceitual operada por Eduardo Viveiros de Castro (1951-) e Tânia Stolze Lima para tratar de uma importante matriz filosófica amazônica no que se refere à natureza relacional dos seres e da composição do mundo. O conceito sintetiza uma série de fenômenos e elaborações encontrados em etnografias anteriores sobre os povos ameríndios. De forma geral, a noção se refere a concepções indígenas que estabelecem que os seres providos de alma reconhecem a si mesmos e àqueles a quem são aparentados como humanos, mas são percebidos por outros seres na forma de animais, espíritos ou modalidades de não humanos. A construção dessa humanidade compartilhada se efetiva pela construção dos corpos. Quer dizer: a humanidade só se torna visível para quem compartilha um mesmo tipo de corpo ou para os xamãs, que...

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p
autoria

Lucas da Costa Maciel

palavras chave
Etnologia, Cosmologia, Ameríndios, Ontologia
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Le vaudou haïtien

Pouco mais de meio século após a sua primeira publicação, em 1958, Le vaudou haïtien, do antropólogo suíço naturalizado estadunidense, Alfred Métraux (1902-1963), se mantém, ainda hoje, como uma das principais referências para aqueles que se dedicam ao tema. Baseado em trabalho etnográfico...

Le vaudou haïtien

Pouco mais de meio século após a sua primeira publicação, em 1958, Le vaudou haïtien, do antropólogo suíço naturalizado estadunidense, Alfred Métraux (1902-1963), se mantém, ainda hoje, como uma das principais referências para aqueles que se dedicam ao tema. Baseado em trabalho etnográfico intensivo, o livro tem como objetivo realizar uma sistematização, até então inédita, do conhecimento sobre o vodu haitiano. Trata-se de uma tentativa de apreender a religião em sua totalidade, começando pela história e pelos contextos econômicos e sociais (temas do primeiro e segundo capítulos do livro); passando por sua cosmologia e rituais (abordados no terceiro e quarto), por suas ligações com a magia e a bruxaria (quinto capítulo), chegando, por fim, à sua profunda relação com o cristianismo (capítulo final). O vodu é considerado por Métraux um...

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V
autoria

Júlia Vilaça Goyatá e Flávia Freire Dalmaso

palavras chave
Haiti, vodu, religião
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Introdução a African systems of kinship and marriage

O grande esforço comparativo em torno das sociedades africanas no qual parece culminar o chamado estrutural-funcionalismo britânico encontra-se resumido, no que diz respeito ao estudo do parentesco, em dois textos clássicos: um é o artigo de síntese e crítica escrito por Meyer Fortes (1906-1983),...

Introdução a African systems of kinship and marriage

O grande esforço comparativo em torno das sociedades africanas no qual parece culminar o chamado estrutural-funcionalismo britânico encontra-se resumido, no que diz respeito ao estudo do parentesco, em dois textos clássicos: um é o artigo de síntese e crítica escrito por Meyer Fortes (1906-1983), The structure of unilineal descent groups , de 1953; o outro é esta Introdução de Alfred Reginald Radcliffe-Brown (1881-1955) ao African Systems of Kinship and Marriage , volume editado por ele e por Daryll Forde (1902-1973), e publicado com apoio da UNESCO em 1950. Trata-se, no dizer Lévi-Strauss (1908-2009), de um “verdadeiro ‘tratado”, que serve, a uma só vez, como introdução ao estudo do parentesco em geral, em especial do parentesco africano, e como uma espécie de súmula das proposições teóricas do antropólogo inglês, que...

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I
autoria

Erick Nascimento Vidal e Eduardo Sierra

palavras chave
parentesco, casamento, Radcliffe-Brown
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Sistema sexo-gênero - Gayle Rubin

Que relações são essas por meio das quais uma mulher se torna uma mulher oprimida? Com essa pergunta em mente e com o objetivo de buscar uma explicação para a origem da opressão às mulheres, a antropóloga e militante feminista estadunidense Gayle Rubin (1949-) apontou, em 1975, a existência de um...

Sistema sexo-gênero - Gayle Rubin

Que relações são essas por meio das quais uma mulher se torna uma mulher oprimida? Com essa pergunta em mente e com o objetivo de buscar uma explicação para a origem da opressão às mulheres, a antropóloga e militante feminista estadunidense Gayle Rubin (1949-) apontou, em 1975, a existência de um “sistema sexo-gênero”, que ela define como “os arranjos por meio dos quais uma sociedade transforma a sexualidade biológica em produto da atividade humana”. O ensaio em que apresenta o conceito, O tráfico de mulheres, notas sobre a economia política do sexo (1975), é um dos trabalhos precursores dos estudos sobre gênero e sexualidade. Usando o termo gênero pela primeira vez em um texto de teoria antropológica, a autora faz uma leitura a contrapelo de obras de Karl Marx (1818-1883), Claude Lévi-Strauss (1908-2009) e...

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s
autoria

Gabriela Moncau

palavras chave
sexo, gênero
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Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas

Escrito por Margaret Mead (1901-1978), Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1935), consolidou a antropóloga como autora de sucesso, abrindo caminho para o seu reconhecimento como pioneira nos estudos de relações de gênero. Fruto de trabalho de campo realizado em Papua-Nova Guiné, na...

Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas

Escrito por Margaret Mead (1901-1978), Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1935), consolidou a antropóloga como autora de sucesso, abrindo caminho para o seu reconhecimento como pioneira nos estudos de relações de gênero. Fruto de trabalho de campo realizado em Papua-Nova Guiné, na companhia do antropólogo Reo Fortune (1903-1979), seu marido na ocasião, o estudo se concentra em três povos da região do rio Sepik: os Arapesh, os Mundugumor e os Tchambuli (Chambri). Mead observou as personalidades atribuídas a homens e mulheres em cada uma dessas sociedades, concluindo que características psicológicas femininas e masculinas (os temperamentos) não são inatas, mas padrões culturais aprendidos e ensinados de uma geração a outra, sustentando, com isso, a ideia de que a cultura molda o comportamento, assim como produz a...

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s
autoria

Mariana Boujikian Felippe e Shisleni de Oliveira-Macedo

palavras chave
Melanésia, sexo, gênero, culturalismo, etnografia
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Margaret Mead

Margaret Mead (1901-1978), antropóloga estadunidense, foi um dos expoentes da chamada escola culturalista norte-americana. Nascida na Pensilvânia, estudou psicologia e posteriormente antropologia na Universidade de Columbia (1923), momento em que o departamento era dirigido por Franz Boas (1858-...

Margaret Mead

Margaret Mead (1901-1978), antropóloga estadunidense, foi um dos expoentes da chamada escola culturalista norte-americana. Nascida na Pensilvânia, estudou psicologia e posteriormente antropologia na Universidade de Columbia (1923), momento em que o departamento era dirigido por Franz Boas (1858-1942) e Ruth Benedict (1887-1948), ambos engajados no estabelecimento dos pressupostos teórico-metodológicos da disciplina nos Estados Unidos, na cena político-social da época e no combate ao racismo científico. Mead dedicou seus estudos ao desenvolvimento de teorias sobre as relações entre cultura e personalidade, a socialização de crianças, a sexualidade, aos papéis diferenciais de gênero e às conexões entre cultura coletiva e personalidade individual. Uma de suas muitas contribuições aos estudos antropológicos foi demonstrar a influência do...

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M
autoria

Mariana Boujikian Felippe e Shisleni de Oliveira-Macedo

palavras chave
Melanésia, sexo, gênero, culturalismo, etnografia
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Genealogia - Michel Foucault

Utilizado pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) em suas reflexões sobre as tecnologias e dispositivos de saber-poder, o método genealógico consiste em um instrumental de investigação voltado à compreensão da emergência de configurações singulares de sujeitos, objetos e significações nas...

Genealogia - Michel Foucault

Utilizado pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) em suas reflexões sobre as tecnologias e dispositivos de saber-poder, o método genealógico consiste em um instrumental de investigação voltado à compreensão da emergência de configurações singulares de sujeitos, objetos e significações nas relações de poder, associando o exame de práticas discursivas e não-discursivas. O desenvolvimento das análises genealógicas contribui para o exame do biopoder, poder que governa a vida, o que leva Foucault a investigar diferentes dispositivos, considerados conjuntos articulados de discursos e práticas constitutivos de objetos e sujeitos, produtivos e eficazes tanto no domínio do saber quanto no campo estratégico do poder. A genealogia do sujeito moderno desdobra-se no exame de três dispositivos distintos: o disciplinar, que toma o corpo como...

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g
autoria

Marcos Vinicius Malheiros Moraes

palavras chave
política, história, corpo, significação, sexualidade, conhecimento
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Veiled Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society

Veiled Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society (1986), referência no seio da antropologia das formas expressivas e das emoções, é o primeiro livro publicado pela antropóloga norte americana Lila Abu-Lughod (1952-). A obra trata dos elos complexos entre organização sócio-política, sistema...

Veiled Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society

Veiled Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society (1986), referência no seio da antropologia das formas expressivas e das emoções, é o primeiro livro publicado pela antropóloga norte americana Lila Abu-Lughod (1952-). A obra trata dos elos complexos entre organização sócio-política, sistema moral e expressão dos sentimentos entre os Awlad 'Ali, população beduína do Egito Ocidental, junto à qual ela realizou seu trabalho de campo no início da década de 1980. Em uma interpelação crítica a abordagens limitadas à homogeneidade do discurso oficial da cultura sobre ela mesma e aos modelos individualistas de tratamento das emoções, a autora constrói seu argumento em torno do contraste entre dois modos discursivos coexistentes entre os beduínos: o da vida ordinária, pautado pela honra e por uma linguagem “agressiva”, e um...

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V
autoria

Eduardo Santos Gonçalves Monteiro

palavras chave
África, Estados Unidos, organização social, política, expressão, gênero
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Gentrificação

O termo gentrificação é a versão aportuguesada de gentrification (de gentry , “pequena nobreza”), conceito criado pela socióloga britânica Ruth Glass (1912-1990) em London: Aspects of Change (1964), para descrever e analisar transformações observadas em diversos bairros operários em...

Gentrificação

O termo gentrificação é a versão aportuguesada de gentrification (de gentry , “pequena nobreza”), conceito criado pela socióloga britânica Ruth Glass (1912-1990) em London: Aspects of Change (1964), para descrever e analisar transformações observadas em diversos bairros operários em Londres. Desde seu surgimento, a palavra tem sido amplamente utilizada em estudos e debates sobre desigualdade e segregação urbana, assim como nos estudos sobre patrimônio, nos mais diferentes domínios: sociologia, antropologia, geografia e arquitetura, além de planejamento e gestão urbana, economia e estudos urbanos em geral. Em sua definição primeira, o termo refere-se a processos de mudança das paisagens urbanas, aos usos e significados de zonas antigas e/ou populares das cidades que apresentam sinais de degradação física, passando a atrair...

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g
autoria

Maurício Fernandes de Alcântara

palavras chave
cidade, espaço, economia, paisagem, desigualdade, cultura, patrimônio
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Instituto de Etnologia

O Instituto de Etnologia da Universidade de Paris foi fundado em 1° de agosto de 1925 por Marcel Mauss (1872 -1950), Lucien Lévi-Bruhl (1857-1937) e Paul Rivet (1876 -1958) como o primeiro centro universitário francês no interior de uma universidade pública voltado exclusivamente ao ensino e à...

Instituto de Etnologia

O Instituto de Etnologia da Universidade de Paris foi fundado em 1° de agosto de 1925 por Marcel Mauss (1872 -1950), Lucien Lévi-Bruhl (1857-1937) e Paul Rivet (1876 -1958) como o primeiro centro universitário francês no interior de uma universidade pública voltado exclusivamente ao ensino e à pesquisa etnológica. Na história das ciências sociais francesas, ele correspondeu à mudança institucional e epistemológica ocorrida na antropologia desde a virada do século XIX para o XX em países como a Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, com a legitimação acadêmica da disciplina e a consolidação de métodos modernos de investigação empírica por meio da etnografia profissional de campo. Sua proposta inovadora atraiu pessoas de formações distintas, entre etnólogos, filósofos e escritores, indicando um amplo impacto na vida cultural e...

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I
autoria

Diogo Godoy e Terra Johari

palavras chave
França, etnografia
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