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O método genealógico na pesquisa antropológica

O artigo “O método genealógico na pesquisa antropológica”, assinado por William H. R. Rivers (1864-1922), como indica o título, dedica-se à apresentação do método genealógico concebido por Rivers com auxílio de Alfred Cort Haddon (1855-1940), durante a expedição ao estreito de Torres (...

O método genealógico na pesquisa antropológica

O artigo “O método genealógico na pesquisa antropológica”, assinado por William H. R. Rivers (1864-1922), como indica o título, dedica-se à apresentação do método genealógico concebido por Rivers com auxílio de Alfred Cort Haddon (1855-1940), durante a expedição ao estreito de Torres (1898), cujo objetivo é fornecer uma base científica para a nova disciplina, pela sistematização de instrumental próprio para a análise antropológica. Sua primeira versão, “A genealogical method of collecting social and vital statistics”, é exposta à comunidade científica em 1900; após a experiência etnográfica de Rivers entre os Toda na Índia, o texto é republicado no The Genealogical Method of Anthropology Inquiry (1910). O método consiste na coleta de genealogias reais de determinado povo com base em perguntas específicas feitas...

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M
autoria

Mariana Carolina Mandelli, Michel de Paula Soares e Raphael Piva Favalli Favero

palavras chave
método genealógico, parentesco, etnografia
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William Halse Rivers

Nascido na cidade de Chatham, região do Kenty, Inglaterra, William Halse Rivers (1864-1922) conclui sua graduação em Medicina, aos 22 anos, obtendo o título de doutor na Universidade de Londres, dois anos depois. Em 1891, trabalha como médico residente no National Hospital for the Paralysed and...

William Halse Rivers

Nascido na cidade de Chatham, região do Kenty, Inglaterra, William Halse Rivers (1864-1922) conclui sua graduação em Medicina, aos 22 anos, obtendo o título de doutor na Universidade de Londres, dois anos depois. Em 1891, trabalha como médico residente no National Hospital for the Paralysed and Epileptic , período em que publica estudos nas áreas de Psicologia e Neurologia. A fim de especializar-se nesses campos, muda-se para a Alemanha, onde irá estudar na Universidade de Jena com o psiquiatra Emil Kraepelin. De volta à Inglaterra, assume o Laboratório de Psicologia na University College London, tornando-se, em 1897, o primeiro professor em Psicologia Fisiológica e Experimental da Universidade de Cambridge. Na primeira década do século XX, Rivers produz uma série de artigos nos campos da antropologia e psicologia experimental. Após uma...

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R
autoria

Mariana Carolina Mandelli, Michel de Paula Soares e Raphael Piva Favalli Favero

palavras chave
método genealógico, organização social, etnografia, parentesco, Melanésia, Reino Unido
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Estar Vivo

Estar vivo - Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição (2011) é uma coletânea de ensaios do antropólogo britânico Tim Ingold (1948-) escritos e ministrados ao longo da primeira década do século XXI. O volume dá continuidade e atualiza um processo teórico iniciado em Lines: a brief history (...

Estar Vivo

Estar vivo - Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição (2011) é uma coletânea de ensaios do antropólogo britânico Tim Ingold (1948-) escritos e ministrados ao longo da primeira década do século XXI. O volume dá continuidade e atualiza um processo teórico iniciado em Lines: a brief history (2007), subsidiando formulações posteriores, reunidas em Making: Anthropology, Archeology, Art and Architecture (2013). As ideias do livro, segundo ele, orbitam em torno das três palavras-chave que o intitulam: movimento, conhecimento e descrição. Estas não são meras sequências de operações, mas compostos paralelos de um só processo, o do curso da vida. Uma simples caminhada, ele sugere, mobiliza as três operações ao mesmo tempo, o que requer observação para além dos grandes esquemas filosóficos sobre o “estar no mundo”. Aí reside o...

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e
autoria

Arthur Fontgaland

palavras chave
conhecimento, fenomenologia, etnografia, Reino Unido
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Michel Leiris

Michel Leiris (1901-1990) é, a um só tempo, etnólogo, etnógrafo, poeta, memorialista e crítico de arte. Esta posição liminar franqueia-lhe o trânsito incessante pelas fronteiras epistemológicas entre esses domínios, que se retroalimentam; basta lembrar que seus sucessivos escritos autobiográficos...

Michel Leiris

Michel Leiris (1901-1990) é, a um só tempo, etnólogo, etnógrafo, poeta, memorialista e crítico de arte. Esta posição liminar franqueia-lhe o trânsito incessante pelas fronteiras epistemológicas entre esses domínios, que se retroalimentam; basta lembrar que seus sucessivos escritos autobiográficos orientam-se pela preparação de fichas segundo critérios similares aos que empregou nas pesquisas etnográficas. Seu interesse pela antropologia foi suscitado por seus contatos com as vanguardas artística e literária de Paris dos anos 1920, fascinadas pelo primitivismo, e confirmado quando do trabalho na revista Documents , dirigida por Georges Bataille (1897-1962), momento em que conhece Marcel Griaule (1898-1956), que o convida a integrar a Missão etnográfica e linguística Dacar-Djibuti (1931-1933). Ao longo da viagem de dois anos pela África,...

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L
autoria

Luís Felipe Sobral

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França, África, religião, arte
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Método - Marcel Mauss

Definir um método de trabalho maussiano é tarefa no mínimo arriscada, já que em seus artigos e ensaios Marcel Mauss (1872-1950) não se preocupou em estabelecer sínteses metodológicas. Suas observações sobre o método encontram-se espalhadas em diversas análises: sobre a dádiva, a prece, a magia, os...

Método - Marcel Mauss

Definir um método de trabalho maussiano é tarefa no mínimo arriscada, já que em seus artigos e ensaios Marcel Mauss (1872-1950) não se preocupou em estabelecer sínteses metodológicas. Suas observações sobre o método encontram-se espalhadas em diversas análises: sobre a dádiva, a prece, a magia, os sentimentos, o corpo, a nação, a civilização etc., além de presentes em notas de aula e em comunicações orais. Tal constatação não impede a localização de características marcantes do método maussiano, fundamentalmente: o caráter partilhado do trabalho sociológico e a defesa de que este deveria se basear em fatos sociais concretos. O primeiro traço do método do antropólogo francês refere-se ao trabalho coletivo como prerrogativa para desenvolver o método comparativo; a única maneira de alcançar resultados analíticos sólidos, segundo ele, seria...

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M
autoria

Olavo Souza Filho e Michelle Cirne

palavras chave
França, comparação, etnografia
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Os Ritos de Passagem

No livro Os Ritos de Passagem (1909) , o antropólogo franco-holandês Arnold van Gennep (1873-1957) dedica-se ao estudo dos rituais a partir de vasto conjunto de dados etnográficos, identificando uma classe específica de ritos, que ele denomina ritos de passagem . Sob essa classe de ritos, indica o...

Os Ritos de Passagem

No livro Os Ritos de Passagem (1909) , o antropólogo franco-holandês Arnold van Gennep (1873-1957) dedica-se ao estudo dos rituais a partir de vasto conjunto de dados etnográficos, identificando uma classe específica de ritos, que ele denomina ritos de passagem . Sob essa classe de ritos, indica o autor, é possível agrupar uma grande variedade de rituais que observam um padrão recorrente de distribuição cerimonial, de acordo com a proposta geral da obra de estabelecer uma esquematização dos mecanismos rituais, ou “as razões de ser das sequências cerimoniais”. Van Gennep decompõe os ritos de passagem em três categorias: “ritos de separação”, “ritos de margem” e “ritos de agregação”, que permitem entender o funcionamento das passagens que se expressam no ritual. Todos os ritos de passagem...

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R
autoria

Renan Arnault e Victor Alcantara e Silva

palavras chave
França, ritual, religião, magia, sagrado
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Cultures of relatedness

Cultures of Relatedness (2000) é uma coletânea organizada e introduzida pela antropóloga britânica Janet Carsten, composta por oito ensaios assinados por Charles Stafford, Sharon Hutchinson, Helen Lambert, Rita Astuti, Karen Middleton, Barbara Bodenhorn, Jeanette Edwards e Marilyn Strathern (1941...

Cultures of relatedness

Cultures of Relatedness (2000) é uma coletânea organizada e introduzida pela antropóloga britânica Janet Carsten, composta por oito ensaios assinados por Charles Stafford, Sharon Hutchinson, Helen Lambert, Rita Astuti, Karen Middleton, Barbara Bodenhorn, Jeanette Edwards e Marilyn Strathern (1941). Resultado de uma conferência sobre fronteiras e identidades realizada na Universidade de Edimburgo em 1996, o livro é uma resposta à Critique of the Study of Kinship (1984) em que o antropólogo norte-americano David Schneider (1918-1995) condena o método genealógico que, segundo ele, estaria baseado na suposição ocidental de preeminência da biologia na criação de laços de parentesco, concluindo ser o parentesco um conceito que não existe em outras sociedades, senão nas ocidentais. Com o objetivo de refutar as abordagens biologizantes do...

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c
autoria

Aline Lopes Murillo

palavras chave
Estados Unidos, parentesco, cultura
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Coral Gardens and Their Magic

Publicada em 1936, Coral gardens, a study of the methods of tilling the soil and of agricultural rites in the Trobriand Islands é a quarta e última monografia produzida por Bronislaw Malinowski (1884-1942) acerca da vida dos nativos das Ilhas Trobriand, no Pacífico Ocidental. Com quase mil páginas...

Coral Gardens and Their Magic

Publicada em 1936, Coral gardens, a study of the methods of tilling the soil and of agricultural rites in the Trobriand Islands é a quarta e última monografia produzida por Bronislaw Malinowski (1884-1942) acerca da vida dos nativos das Ilhas Trobriand, no Pacífico Ocidental. Com quase mil páginas de extensão, a obra tem como foco a relação entre magia e práticas agrícolas dos trobriandeses. Embora não tenha tido a notoriedade e difusão de Argonautas do Pacífico Ocidental (1922), Coral Gardens foi considerada pelo próprio autor como sua obra mais bem-acabada, tanto pela exposição sistemática do método funcionalista quanto por sua inovadora abordagem em relação ao campo da linguística, juízo compartilhado por leituras posteriores da obra, como as dos linguistas Jean Rupert Firth (1890-1960) e Terence Langendoen. O livro é dividido em sete...

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c
autoria

Natalia Ribas Guerrero e Flávio Bassi

palavras chave
Reino Unido, magia, agricultura, linguagem, Melanésia
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Paisagem - Tim Ingold

Desenvolvida por Tim Ingold (1948) ao longo de sua obra, a partir da leitura de etnografias variadas, e de trabalhos de ciências humanas, naturais e da filosofia - em particular dos trabalhos de Jakob von Uexküll (1864-1944), Martin Heidegger (1889-1976), James Gibson (1904-1979) e de Maurice...

Paisagem - Tim Ingold

Desenvolvida por Tim Ingold (1948) ao longo de sua obra, a partir da leitura de etnografias variadas, e de trabalhos de ciências humanas, naturais e da filosofia - em particular dos trabalhos de Jakob von Uexküll (1864-1944), Martin Heidegger (1889-1976), James Gibson (1904-1979) e de Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) -, a noção de paisagem ( landscape ) é pensada a partir de inúmeros processos que se verificam na passagem do tempo, na forma de registros duradouros de vidas e da atividade de gerações de seres, incluídos aí seres humanos, animais e plantas, assim como ciclos geológicos e atmosféricos. Paisagens estão intimamente relacionadas à temporalidade; são histórias e nos oferecem modos de contar histórias mais profundas sobre o mundo. Mas “temporalidade” não se confunde com “cronologia”, sucessão regular de...

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p
autoria

André Sicchieri Bailão

palavras chave
Reino Unido, espaço, temporalidade
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Museu Paulista

Sediado em um edifício que foi erguido às margens do Ipiranga para celebrar a independência do Brasil, o Museu Paulista (MP) , popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, é o primeiro museu público fundado no estado de São Paulo e o maior monumento erguido em São Paulo durante o Império...

Museu Paulista

Sediado em um edifício que foi erguido às margens do Ipiranga para celebrar a independência do Brasil, o Museu Paulista (MP) , popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, é o primeiro museu público fundado no estado de São Paulo e o maior monumento erguido em São Paulo durante o Império. Construído pelo engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844-1915), o Monumento do Ipiranga foi inaugurado em 1893, já durante a República. Dois anos depois, o museu seria instalado no interior do edifício-monumento. Seu acervo inicial foi composto pela tela Independência ou Morte (1888), de Pedro Américo (1843-1905), e por uma antiga coleção particular, o chamado Museu Sertório. As autoridades republicanas decidem, entretanto, dedicá-lo principalmente à aquisição de coleções de história natural da América do Sul, não por acaso o médico e...

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M
autoria

Adriana de Oliveira Silva e Thaís Chang Waldman

palavras chave
Brasil, museu
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Naven

Publicada originalmente em 1936, Naven: um esboço dos problemas sugeridos por um retrato compósito, realizado a partir de três perspectivas da cultura de uma tribo da Nova Guiné é uma obra baseada no trabalho de campo que Gregory Bateson (1904-1980) realizou entre os Iatmul (povo das terras baixas...

Naven

Publicada originalmente em 1936, Naven: um esboço dos problemas sugeridos por um retrato compósito, realizado a partir de três perspectivas da cultura de uma tribo da Nova Guiné é uma obra baseada no trabalho de campo que Gregory Bateson (1904-1980) realizou entre os Iatmul (povo das terras baixas do rio Sepik, Nova Guiné), ao longo de 1929 e 1932. Uma das principais contribuições da obra é fazer do comportamento ritual o centro da investigação antropológica. A monografia focaliza as atitudes observadas durante o ritual nativo naven , analisando-as a partir de diferentes pontos de vista científicos, parciais mas complementares entre si. A cerimônia que dá título ao livro ocorre para comemorar realizações culturalmente valorizadas de um jovem iatmul. Sua principal figura é o tio materno ( wau ) que, em clima de bufonaria, “traveste-...

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N
autoria

Eduardo Santos Gonçalves Monteiro e Rodrigo Rossi Mora Brusco

palavras chave
Reino Unido, Melanésia, ritual, grupo social
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Jean Rouch

Jean Rouch (1917-2004), matemático e engenheiro de formação, atuou entre a antropologia e o cinema, campos, para ele, inseparáveis. Sua obra e pensamento encontram repercussão nos dois domínios, sendo que sua extensa produção de filmes etnográficos - mais de 120 filmes, a maioria produzida na...

Jean Rouch

Jean Rouch (1917-2004), matemático e engenheiro de formação, atuou entre a antropologia e o cinema, campos, para ele, inseparáveis. Sua obra e pensamento encontram repercussão nos dois domínios, sendo que sua extensa produção de filmes etnográficos - mais de 120 filmes, a maioria produzida na África ocidental - se sobrepõe, do ponto de vista dos rebatimentos posteriores, aos seus escritos. Seu primeiro contato com a África data de 1941, quando esteve no Níger como engenheiro, interessando-se pela etnografia e pelo uso da imagem. De volta à França inicia um doutorado em antropologia sob a orientação de Marcel Griaule (1898-1956), que culmina com as teses “Contribution à l’histoire des Songhay” (tese complementar, 1953) e “La religion et la magie Songhay”, (tese principal, 1960). Ligado ao CNRS ( Centre...

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R
autoria

Ana Carolina Estrela da Costa

palavras chave
França, África, cinema, antropologia visual, antropologia compartilhada
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Sociedade contra o Estado - Pierre Clastres

A noção de sociedade contra o Estado é desenvolvida pelo filósofo e etnólogo francês Pierre Clastres (1934-1977) nos escritos reunidos em A sociedade contra o Estado , 1974 e Arqueologia da violência (1980). Por meio dela, o autor refuta a ideia de que a evolução das sociedades deve ser medida pela...

Sociedade contra o Estado - Pierre Clastres

A noção de sociedade contra o Estado é desenvolvida pelo filósofo e etnólogo francês Pierre Clastres (1934-1977) nos escritos reunidos em A sociedade contra o Estado , 1974 e Arqueologia da violência (1980). Por meio dela, o autor refuta a ideia de que a evolução das sociedades deve ser medida pela presença ou ausência do Estado ou por um maior, ou menor grau, de centralização de poder, dirigindo duras críticas ao grande divisor entre sociedades com e sem poder, corroborado por diferentes modelos de análise política como, por exemplo, os de Meyer Fortes (1906-1983) e Edward Evan Evans-Pritchard (1902-1973) na obra African Political Systems (1940). A Antropologia Política praticada até então, segundo P. Clastres, analisava as sociedades ditas arcaicas sob a ótica da filosofia política euro-americana, pensando o poder político em termos de...

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s
autoria

Aline Aranha e Gabriela Freire

palavras chave
América indígena, economia, grande divisor, grupo social, guerra, história, política
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Marcel Mauss

Marcel Mauss nasceu em Épinal (França), a 10 de maio de 1872, onde concluiu seus primeiros estudos. Sob orientação de Émile Durkheim (1858-1917), seu tio, segue para a Universidade de Bordeaux (1887), licenciando-se em filosofia e trabalhando como professor de 1895 a 1900. Durante esse período, fez...

Marcel Mauss

Marcel Mauss nasceu em Épinal (França), a 10 de maio de 1872, onde concluiu seus primeiros estudos. Sob orientação de Émile Durkheim (1858-1917), seu tio, segue para a Universidade de Bordeaux (1887), licenciando-se em filosofia e trabalhando como professor de 1895 a 1900. Durante esse período, fez estágios em universidades da Holanda e Inglaterra, dedicando-se ao estudo da história das religiões e do pensamento hindu. Na École Pratique des Hautes Études , de Paris, assumiria o lugar de León Marillier na cátedra de “história das religiões dos povos não-civilizados”, como docente e diretor de pesquisas (1902). O pensamento enciclopédico, erudito e moderno já estaria presente em sua aula inaugural, O ofício do etnólogo, método sociológico (1902), na qual defende um método eminentemente sociológico para a análise dos fenômenos...

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M
autoria

Fabiana de Andrade, Jorge Gonçalves de Oliveira Júnior e Michelle Cirne

palavras chave
França
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Moeda - Marcel Mauss

O termo moeda foi usado pelo antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) de forma menos restrita do que fora empregado antes por Bronislaw Malinowski (1884-1942) e F. Simiand (1873-1935). Para Malinowski, a designação indica não apenas objetos visando a troca, mas aqueles que permitem aferir valor...

Moeda - Marcel Mauss

O termo moeda foi usado pelo antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) de forma menos restrita do que fora empregado antes por Bronislaw Malinowski (1884-1942) e F. Simiand (1873-1935). Para Malinowski, a designação indica não apenas objetos visando a troca, mas aqueles que permitem aferir valor. Para Mauss, por sua vez, o valor econômico só tem lugar com a “moeda propriamente dita”, quando as riquezas são condensadas e os signos de riqueza “impessoalizados”, isto é, separados das pessoas morais, sejam elas coletivas ou individuais. Nos escritos sobre o tema, Mauss propõe estender a noção de moeda - que pode assumir a forma de objetos variados - para além da nossa, a única, segundo ele, a preencher os critérios de uma definição estrita do termo. O cerne de seus argumentos recai sobre algumas teses básicas. Em...

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M
autoria

Camila Galan de Paula

palavras chave
troca, economia, França
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Ensaio sobre a dádiva

O Ensaio sobre a dádiva (1923-1924), assinado por Marcel Mauss (1872-1950), e publicado originalmente na revista Année Sociologique , é obra central para a teoria antropológica. O texto integra um conjunto de pesquisas empreendidas pelo antropólogo francês sobre as características das formas...

Ensaio sobre a dádiva

O Ensaio sobre a dádiva (1923-1924), assinado por Marcel Mauss (1872-1950), e publicado originalmente na revista Année Sociologique , é obra central para a teoria antropológica. O texto integra um conjunto de pesquisas empreendidas pelo antropólogo francês sobre as características das formas arcaicas do contrato e de diversos sistemas de trocas ditas econômicas. Lançando mão da comparação entre diferentes sistemas de dádivas nas sociedades da Polinésia, Melanésia e noroeste americano, Mauss explicita o princípio comum que regula essas trocas: a obrigação de dar, receber e retribuir. O autor parte das formas arcaicas da troca, mas defende a generalidade da lógica da dádiva – argumento central do Ensaio -, também observável, segundo ele, nas sociedades ocidentais. Nas então denominadas sociedades arcaicas, contratos são firmados...

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e
autoria

Ana Luísa Sertã e Sabrina Almeida

palavras chave
economia, troca, comparação, França
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As técnicas do corpo

Em As técnicas do corpo (1934), comunicação apresentada à Sociedade de Psicologia, o antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) trata de um domínio até então nublado pela noção tradicional de tecnologia , entendida como instrumento envolvido no ato de manipulação. Às técnicas dos instrumentos,...

As técnicas do corpo

Em As técnicas do corpo (1934), comunicação apresentada à Sociedade de Psicologia, o antropólogo francês Marcel Mauss (1872-1950) trata de um domínio até então nublado pela noção tradicional de tecnologia , entendida como instrumento envolvido no ato de manipulação. Às técnicas dos instrumentos, Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem, e ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Atribuindo à noção de técnica o que chama de ato tradicional eficaz, Mauss afirma não existir técnica nem transmissão se não houver tradição. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. Ao analista, segundo ele, caberia partir do estudo e descrição detalhada...

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t
autoria

Alice Haibara e Valéria Oliveira Santos

palavras chave
corpo, tecnologia, França
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Stanley Tambiah

Nascido no Ceilão (atual Sri Lanka) de família tâmil, o antropólogo Stanley Jeyaraja Tambiah (1929-2014) iniciou sua trajetória acadêmica nas áreas de sociologia e economia. Fluente em cingalês, inglês e tâmil, graduou-se na Universidade do Ceilão (1951) e obteve o doutorado em sociologia na...

Stanley Tambiah

Nascido no Ceilão (atual Sri Lanka) de família tâmil, o antropólogo Stanley Jeyaraja Tambiah (1929-2014) iniciou sua trajetória acadêmica nas áreas de sociologia e economia. Fluente em cingalês, inglês e tâmil, graduou-se na Universidade do Ceilão (1951) e obteve o doutorado em sociologia na Universidade de Cornell (1954), ambas no Sri Lanka. Foi antropólogo da UNESCO na Tailândia (1960-1963) e integrou os quadros acadêmicos da Universidade de Cambridge como lecturer do King’s College (1963-1972). Em seguida (1973-1976) teve uma breve passagem como docente na Universidade de Chicago, acabando por se fixar permanentemente na Universidade de Harvard (1976-). Ainda que sociólogo de formação, Tambiah manteve contato estreito e permanente com a antropologia, sendo sua tese de doutorado (cujos argumentos vêm a público em artigo de 1957...

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t
autoria

Helena de Morais Manfrinato

palavras chave
ação, magia, performance, Estados Unidos
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